Ron Fair relembra histórias da trajetória profissional ao lado de Christina

0

Christina com Ron Fair em 2010

Hoje, muitos fãs já devem saber que Ron Fair é o amigo e mentor responsável pelo grande descobrimento de Christina – aquele que confiou e lutou para que a carreira dela fosse o estrondoso sucesso que seguiu o lançamento de Genie In A Bottle.

O que pouca gente deve saber é que Christina também foi a grande responsável por lançar Ron Fair em uma grande trajetória profissional que o colocou como uma das potências da música. Os principais momentos chaves da carreira de Ron Fair envolvem Christina, e ele pôde falar um pouco sobre isso em uma nova entrevista. Confira.

Depois que você trabalhou na EMI, voltou para a RCA Records.

Eu fui contratado pela RCA Records por Joe Galante (então presidente da RCA), como Vice-Presidente Sênior de A&R, na unidade da Costa Oeste. Nós fizemos a trilha sonora de Caindo na Real, que foi um grande sucesso. (…) Eu também assinei com um grupo feminino chamado Wild Orchid, que incluia Stacy Ferguson (hoje conhecida como Fergie) e Stefanie Ridel, que anos depois se casou comigo… mas não tínhamos um relacionamento amoroso na época. Elas formavam a banda de harmonia vocal das garotas brancas mais sensuais, quentes e talentosas. Jim Vellutato quem nos apresentou.

Infelizmente, Wild Orchid nunca alcançou o sucesso que nós tínhamos planejado. Mas cada lição que eu aprendi como produtor e executivo responsável por elas, eu pude aplicar imediatamente com Christina Aguilera, que na época era uma garotinha de 16 anos de idade vinda da Pensilvânia. Ela havia sido recusada por todo mundo; mas o novo presidente da RCA, Bob Jamieson, recebeu a fita demo dela e queria que eu escutasse. Eu amei a voz dela – fechamos o contrato na nossa primeira reunião. Consegui a oportunidade de ela cantar Reflection, tema do filme Mulan. A primeira gravação profissional da vida dela apareceu em um álbum da Disney que atingiu o status de platina. Então, veio Genie In A Bottle, que foi #1 em todos os países e que ajudou a vender 13 milhões de álbuns só no ano de lançamento. Christina também gravou um álbum em espanhol que alcançou status de multiplatina e um álbum de natal, que é platina. Christina é uma gênia existente entre um em cada um zilhão de pessoas, com um som e timbre moldados por Deus – e juntos fizemos coisas incríveis juntos.

Com o sucesso de Christina, minha reputação como música de A&R disparou. Ela recebeu o prêmio Grammy de Artista Revelação. Até mesmo depois que eu saí da RCA para ir à A&M Records, continuei trabalhando com ela em Lady Marmalade, da trilha de Moulin Rouge em 2001. Eu produzi os vocais – a música ganhou um Grammy e foi um #1 internacional.

E como você saiu da RCA para ir para a A&M Records?

Quando eu estava na RCA, Christina já era um sucesso estrondoso e foi capa da Rolling Stone. No artigo, ela disse que queria ser conhecida como uma cantora de status soul e R&B. Ela também me insultou levemente ao dizer que eu havia forçado ela a cantar Genie In A Bottle. Então, recebi uma ligação repentina de Jimmy Iovine, quem eu mal conhecia. Jimmy me disse: “Eu estou lendo a Rolling Stone e diz aqui que você é o cara quem forçou Christina a cantar Genie In A Bottle. Preciso me encontrar com você, eu preciso contratar um executivo que consiga forçar artistas a cantar hits”. Jimmy me ofereceu a presidência da A&M Records. Juntos, fizemos grandes sucessos com Black Eyed Peas, Fergie, Keyshia Cole, Vanessa Carlton, Snow Patrol, Pussycat Dolls, Mary J. Blige e Jonny Lang.

Como você foi trabalhar com as Pussycat Dolls?

Christina me ligou – nós permanecemos bons amigos. Ela disse, “Ei, vou fazer um show no The Roxy, cantando com as Pussycat Dolls. Vou cantar Fever só de lingerie”. Eu fui até o clube, e lá estava um banda de garotas gostosas cantando ao lado de Christina. Eu fui aos bastidores abraça-la e dar parabéns pelo show. Eu me lembro de ter pensado que, muito embora as Pussycat Dolls eram um grande grupo, seria muito difícil converter aquele show em um grupo comercial. Seria um grande desafio. Christina me perguntou, “o que achou?”, e eu disse: “Só estou feliz de elas não serem um problema meu”. É o que eu chamei de “maldição às avessas”, porque uma semana depois Jimmy Iovine assinou com o grupo e me disse: “As Pussycat Dolls agora são seu novo projeto”.

Pessoal, aproveitando a notícia – vamos manter nessa coluna aí do lado as atualizações na notícia do show de Nova Orleans, ok? Vamos também colocar, no decorrer da semana, notícias, críticas e curiosidades do show, por isso, fiquem de olho!

1 comentário

  1. por mim a Christina deveria ter continuado com o Ron como seu A&R, por mais divergentes que os dois sejam, mais Ron sempre cuidou de Christina e fez dela esse sucesso estrondoso que é hj…

  2. Ainda bem q Xtina foi forçada a canta genie talvez nos nunca saberiamos quem e ela, essa pussycat sao as gerenciadas pela robin ou nao? Agora Xtina precisa urgente de uma equipe q saiba gerencia à sua carreira, musica e comercial, e q de um chega pra lá nela sobre essa escolha q ela vem fazendo de sempre priorizar o the voice em vez dos fãs, sabemos q a carreira dela vai muito alem desse programa….
    Axei incrivel oq os fãs da Mariah Carey fizeram cobraram mais desempenho do atual impresario dela, q so vinha fazendo cagada com essa coisa de ficar testando single atrás de single so pra ser HIT e interrompendo o processo criativo do disco, e nada de falar do lançamento do novo album dela, até q depois dos fãs cobrarem por resposta e ate L.A. Reid entra na historia cobrando, eles resolveram revelar a data certa do lançamento do disco, capa, tracklist ate festa pra comemora eles fizeram pro disco essa semana…

Responder

Por favor, comente
Por favor, digite seu nome