Lotus: o nascimento de outra Christina

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Novembro de 2012 foi, para muitos fãs, um mês de grandes expectativas e muitas frustrações. Bionic havia sido lançado dois anos antes com grande hype e um fracasso comercial que mudou a trajetória da carreira de Christina. Acostumados a vê-la sempre no topo, presenciamos uma Christina que lançou um álbum com uma clara visão, mas que teve que se curvar à pesada crítica e a uma crise em seu casamento. Naquela época, um álbum sem turnê era algo inimaginável para nós. Um disco com menos do que 4 singles lançados, impensável. O casamento com Jordan chegando ao fim, boataria. Mas aí, o projeto foi cancelado, o segundo single nem entrou nas paradas da Billboard (uma catástrofe) e Christina deixara de explicar sua paixão pelo álbum para ter que defendê-lo das críticas. Começou a ganhar peso, começou a sofrer acusações de que sua vida pessoal não estava nos eixos, começou a dar sinais de que não estava mais no controle de si mesma. É, a era Bionic e o ano de 2011 deixaram um gosto amargo para trás.

Por isso, em 2012, quando ficamos sabendo que ela já havia preparado um novo álbum tão rapidamente, muitos vimos nele a esperança de recuperar aquela Christina que parecia tão distante um ano antes. Ela começou a dizer que o disco era muito íntimo, muito pessoal, e que havia muito o que contar. Não era para menos, ela havia enfrentado um turbilhão de coisas nos anos anteriores e todos sabemos o que Christina é capaz de criar quando se sente vulnerável. Então, vazou Your Body: o primeiro single com tudo para dar certo, aquela música que todo mundo ama quando ouve. Pode não ser o ápice de Christina como artista, mas era capaz de empolgar. E claro, Moves Like Jagger, um #1 gigantesco estava ainda fresco na cabeça de todo mundo.

E aí, a coisa desandou de novo: a audiência do The Voice detestava Christina graças à polêmica Tony Lucca da temporada que abriu aquele ano, e foi justamente para essa mesma audiência que Christina decidiu concentrar toda a maratona promocional do disco. Não tinha como dar certo e nem pegou bem, porque foram tantas performances usando o programa como plataforma – muitas vezes, sem espaço para isso – que a plateia que já tinha antipatia por Christina começou a vê-la como desesperada. Somou-se a isso um visual confuso, vocais nitidamente desgastados, nenhuma divulgação para Your Body e uma performance “de estreia” que veio tarde e que veio mal. Mais uma vez, claro, a equipe de Christina pareceu novamente completamente alheia às tendências e Lotus resultou no maior fracasso comercial de Christina, embora seus dois singles tenham se saído melhor em vendas e com nítido potencial represado. Era como se o público quisesse gostar de Your Body, mas a imagem de Christina ficava no caminho, atrapalhando. Ela fez a egípcia para a canção. Just a Fool deu um passo a mais e nem ganhou clipe. A turnê era um assunto totalmente “quem sabe, vamos ver”. E assim, ao contrário da era Bionic, que começou e logo acabou, a era Lotus pareceu nem ter começado (e muitos fãs parecem dar graças a Deus que aquela Christina não foi muito além do The Voice).

Na 3ª temporada do The Voice

Mas isso tudo passa.

Paradas, performances razoáveis, nada disso importa quando um grande álbum fica para trás. Só que… foi esse o caso de Lotus?

Essa coluna, claro, retrata apenas minha opinião pessoal sobre o álbum que faz aniversário neste mês. São os meus sentimentos e minha visão sobre o disco, não uma verdade absoluta. Todos vocês estão convidados para compartilharem suas próprias opiniões nos comentários, concordando ou discordando, desde que não ofendam uns aos outros.

Pois bem.

Nós estreamos esta coluna em junho, no aniversário de Bionic, destacando o fato de que muitos sites que antes criticavam o disco agora celebravam seu aniversário de 5 anos. Compartilhei, naquela ocasião, que um movimento semelhante acontecia comigo: Bionic tem seus baixos, mas quanto mais o escuto, mais descubro novas razões para admirar o trabalho, o cuidado e os momentos de brilhante criatividade envolvidos na criação de algumas de suas músicas. Infelizmente, com Lotus, sinto o efeito contrário.

Na verdade, o que sinto de Lotus é difícil de explicar: pensando no conjunto, acho ele muito mais bem escrito do que Bionic e do que Back to Basics. Algumas das letras desses dois álbuns me deixam um pouco constrangido, confesso. Sinto que são bem aquém do talento de Christina. Com Lotus, talvez à exceção de Circles e Shut Up, suas músicas funcionam muito bem individualmente. Na verdade, as canções que parecem trazer um conteúdo mais pessoal retratam o tom intimista que Christina talvez tinha pensado em dar ao álbum. Daí, vem a estranha sensação que sinto quando ouço a discografia completa de Christina e não consigo entender bem o lugar de Lotus ali no meio. Stripped, Back to Basics e Bionic parecem formar uma trilogia perfeita de trabalhos focados e coerentes em som e imagem, cada um contribuindo de alguma forma para o catálogo musical de uma cantora versátil e sempre talentosa. Ao lado deles, Lotus parece não encaixar, e acredito que sei porque tenho essa estranha sensação.

O primeiro grande problema dele para mim é a produção. Me espanta como um álbum desse porte pode ter sido lançado sem que ninguém notasse os nítidos problemas de áudio que assombram o disco. Recentemente, DJ Premier comentou que suas músicas com Christina em Back to Basics foram gravadas em três estúdios diferentes e que isso incomodara Christina, pois ela se preocupava com a diferença que isso poderia causar no som. Eles se dedicaram, trabalharam nisso e todas as músicas de Christina com Premier parecem ter sido perfeitamente gravadas em uma única sessão. Isso só me faz pensar em como Lotus, todo gravado em um único estúdio, pode ser tão esquizofrênico? E por que ninguém fez nada para acertar isso?

Explico, porque tenho certeza que todos vocês podem se relacionar, afinal, o jogo de abaixa-aumenta volume deve ter sido um realidade para todos nós. “Lotus Intro” começa com vocais em harmonia que merecem ser ouvidos, mas que são quase inaudíveis. Aí, já fica algo evidente: aparentemente, os vocais são mais baixos do que a batida da música. Quando “Army of Me” começa, começa te assustando. Hora de abaixar o som, há diferença de volume. A sensação de que você encontrou o som ideal dura até a faixa 5, “Your Body”, que começa com notório baixo som e precisa mais uma vez ser ajustada, para então o clímax dessa confusão acontecer: “Let There Be Love”, produzida pelo mesmo time de “Your Body”, que agora há pouco era baixa, chega gritando.

Para mim, esse problema de mixagem compromete a experiência e faz o álbum parecer nada mais do que um amontoado de faixa independente juntada sob um único título. Para mim, a experiência é impactada porque sempre vi os álbuns de Christina como livros que contam a história dela, e é impossível ter essa sensação se a impressão que fica é que eu baixei cada música de fontes piratas diversas e juntei tudo depois para formar um álbum que não existe.

Isso é agravado pela minha segunda implicância contra Lotus: falta de visão. Christina não atacou nenhum tema sonoro específico com “Lotus”, algo que não é um problema por si só mas que era algo que fazia parte de seu histórico. O próprio visual que Christina adotou me confunde. As perucas, as roupas, as maquiagens, nada parecia ligar a nada, o que foi surpreendente para uma artista que sempre fez, com maestria, a conexão entre seu som e sua imagem. O encarte não diz nada e as fotos parecem tiradas sem qualquer conceito (a capa do single Just a Fool sendo o ápice da loucura visual do disco). Em termos sonoros, ela compôs grande parte das músicas, mas não enxerguei ali um projeto bem desenhado. Vários produtores contribuíram com suas faixas como se Christina não tivesse sentado com eles e dito: “Minha visão é esta e é isto que estou fazendo com fulano e ciclano“. Acredito que ela gostou das músicas que gravou, mas não acredito que ela pensou bem na integração destas músicas uma com a outra e como o trabalho com um produtor podia influenciar com outro. Isso fortalece a minha impressão particular de que “Lotus” parece mais uma coletânea do que um álbum de Christina Aguilera.

No Tonight Show em 2012

Aí, não dá para falar de Christina Aguilera sem falar de vocais que, aqui, estão completamente fora da curva. Somando eles à mixagem esquisita (que em algumas faixas, é puro e simplesmente fruto de má-produção), não consegui apreciar o vocal de Christina como algo pensado e trabalhado, daquele jeito que a perfeccionista que ela é trabalha. Muitos são os relatos de que Christina costuma gravar e regravar diversos takes em busca da perfeição, mesmo quando todos consideram o primeiro take já perfeito como era. Nós mesmos já tivemos a bela experiência de ouvir isso em algumas oportunidades, como nos outtakes de “You Lost Me”, vazados há alguns anos, ou nas gravações de “Impossible”, revelada no excelente MTV Diary exibido em 2002. Mas em Lotus, só ouço um tipo linear e por vezes incômodo: estridente, sem nenhum polimento, como se feitos como feitos e ponto final, ao relaxo.

Todos esses três tópicos são importantes para mim e seguram o potencial de suas melhores faixas. “Lotus Intro” é um dos meus trabalhos favoritos mas a má-produção me irrita e me decepciona. O mesmo acontece com “Cease Fire”, que seria a minha favorita mas que, quanto mais eu ouço, mais acho que ela se parece com uma faixa demo. Nas baladas, o álbum peca ainda mais, porque são nelas que Christina geralmente brilha. “Blank Page” é incompreensivelmente sem melodia e o refrão é desnecessariamente alto. A outra delas, “Sing 4 Me”, tem vocais que nunca vou entender.

Vocês devem ter reparado que todos os meus principais pontos giram em torno de um só: comprometimento de Christina com a criação e desenvolvimento do disco. Nem digo isso com relação à promoção, mas sim à própria identidade de um álbum que tinha tudo para ser o seu álbum mais pessoal, mais cru e mais sensível até hoje. O que ela passou em 2010 e 2011 foi uma barra, e eu esperava que isso refletisse em sua arte de alguma forma. Não que ela tenha prometido isso tudo, talvez eu tenha esperado demais; mas é que ela me acostumou mal.

Talvez, lançar Lotus em 2012 não tenha sido o momento ideal. Talvez ela precisasse refletir, superar essa fase completamente e então, finalmente, falar sobre ela. A impressão que me passou é que Christina estava pronta para cantar sobre os seus problemas, mas não para falar sobre eles. E aí, desemboca em uma das minhas grandes decepções sobre o disco: a forma como Christina tratou a mensagem por trás da música.

Particularmente, eu esperava músicas pessoais sobre Jordan e o fim do relacionamento, e algumas das canções indicam que são sobre isso e fazem você imaginar a história triste por trás de cada letra. Trago à tona, mais uma vez, “Cease Fire”. Eu fantasiei tanto sobre a situação que deu origem àquela letra por vezes tão forte (o apelo de “bandeira branca, eu me rendo”, o questionamento tão comum a todos nós sobre “por que trouxemos essa discussão a tão longe? Nem lembro mais como ela começou”), e logo esse sentimento foi sepultado quando Christina simplesmente disse que “Cease Fire é inspirada pelo World Food Programme”. Fiquei em choque. Claramente, não é. Era melhor não ter dito nada, acabou o encanto.

O mesmo aconteceu com outra de suas belas produções, “Best of Me”, com trechos como “você está feliz por saber que eu estou infeliz, sozinha?”, destruídos com a explicação rasa de que “é para meus fãs que se sentem oprimidos”. Cadê a música do divórcio? Cadê a música que fala sobre as pressões sofridas com Bionic? Por que não abrir o coração como a velha Christina e falar sobre elas abertamente? Em que medida “Army of Me” é uma “Fighter 2.0” e como “Blank Page” lembra “Beautiful”, se elas parecem contar histórias tão diferentes? Essas mensagens prontas, de que tudo é feito como um apoio aos fãs, só ampliaram a minha sensação de que Lotus pode até ser um livro aberto, mas que não foi encarado dessa forma por sua criadora – e, ao invés de deixar o final para nossa imaginação, para que pudéssemos só fantasiar, as explicações que eu tanta queria saber foram insatisfatórias e completamente desconexas com o que nitidamente está ali.

No American Music Awards em 2012

Não detesto o álbum e vejo belos momentos nele: mas falta, para mim, aquele sentimento de que Christina lapidou uma obra. Sempre digo que, para mim, Bionic tem várias músicas piores do que qualquer música em Lotus: mas quando ele brilha, ele brilha. E Lotus, para mim, não brilha hora nenhuma. E esse é o meu maior receio com relação ao álbum #6. Não faço questão de um álbum que vá ao topo da Billboard e que afaste da Christina essa imagem de “flop dos flops” que muitos pintam. Isso, para mim, é o de menos. Nunca fui fã dela porque ela era #1 e nem sou fã de ninguém por causa de número. Meu gosto é ditado pelo o que gosto, não pelo o que o público em geral acha. Quero, claro, ver Christina recompensada por fazer um bom trabalho mas, principalmente, quero mesmo é ouvir algo criado por Christina de forma coerente, envolvida, onde ela acredite de verdade e faça-me acreditar que aquele projeto é uma história.

Foi isso, afinal, que me fez amar a artista por trás da voz.

62 comentários

  1. Oba! Ilove eu ainda não li, mas estava ansioso por essa atualização. E gosto assim, com texto longo, rsrsrsrsrs!

    • Hahaha, acho que fui além da conta!

      Ansioso para ler o ponto de vista de todo mundo, é bacana ver como um mesmo álbum passa impressões diferentes para cada um de nós.

  2. TEXTÃO: Mas tirou cada palavra da minha boca.

    Quando disseram que o próximo album seria caviar em prato de ouro, tudo que eu pensei foi: “bom que seja, pq lotus foi puro bife com batata frita: entrega mas ai.”

    Esperança, gente, esperança.

  3. Quando tinha aqui aquele Ilovefãs, a maioria sempre dizia que Lotus foi um disco para os fãs não ficarem tanto tempo sem músicas novas, e eu costumava discordar disso. Com o tempo, porém, essa ideia sobre o disco foi ficando mais nítida na minha cabeça. É estranho o quanto hoje em dia eu ainda volto aos outros álbuns, b-sides, parcerias, e demoro a voltar a Lotus. Acho que você disse bem todos os problemas do disco. Eu particularmente não consegui gostar de Your Body. Passou a empolgação do clipe e chegou o disco, eu ouvia Army of me e não conseguia entender a escolha do primeiro single. Ainda mais partindo da concepção que Christina sempre tenta ir na contramão do que está em alta nas rádios. Bem, Lotus é um disco desterrado, não tem um lugar certo na discografia dela e no coração dos fãs. Acho até que tem seus acertos, Lotus Intro, Army of me, Just a Fool, Best of me e até Blank Page, que eu particularmente gosto. Mas no fim das contas, faltou personalidade, faltou empenho, e confirma que, por mais que em nós fãs isso doa muito, ela precisa de tempo pra montar um disco. Um tempo em que ela amadurece o conceito do álbum e o faz. É isso que me faz ter muita fé no próximo disco.

  4. Muito obrigado ilove por ter compartilhado sua opinião!!! Não poderia descrever melhor… Tudo no Lotus para mim ficou aquém. Em minha opinião, o grande erro dela foi tentar fazer um álbum pop comercial com a cara das novatas, como katy perry e afins. Pra mim Your Body é o exemplo disso. Pra mim falta conexão, como vc bem ressaltou. Em uma recente entrevista, ela mencionou algo como: “Quero me assegurar de que estou dando tempo para as coisas cozinharem bem na panela para que o resultado final seja o melhor que possa ser”. Acho que no caso de Lotus, faltou esse tempo de amadurecimento.

  5. Sempre vi dessa maneira. Quando lançou Bionic eu não gostei. Passado anos, 2014/2015 passei por uma situação bem difícil, termino de um casamento, e então passei a entender todo o trabalho como um só. Vi que ela afundou de vez, comecei a pensar em tudo o que ela estava passando, e o quanto aguentou. As performances de Bionic passaram a ser as minhas preferidas, tudo tem conexão. E imaginar tudo o que estava passando por trás daquilo, fazendo as performances e insistindo sobre o album enquanto a vida pessoal desmoronava. Hoje não consigo ouvir Bionic se não for da primeira musica até a última, mesmo não gostando de algumas, o trabalho é completo. E acredito que tem muita coisa sobre a proximidade do fim de um casamento, os sentimentos oprimidos, as vontades, os altos e baixos. Sobre Lotus eu nem sei o que falar. Não esperava grande coisa, dava para perceber que ela não estava nada bem. Eu gosto de ouvir, sempre, o album completo. De todos os artistas que eu gosto. Gosto de sentir o que a pessoa sentia quando escrevia aquilo. Acredito que o album é isso, contar uma história, uma trajetória, um momento da vida. Bionic tem essa conexão, cada detalhe foi pensado. Não senti isso em Lotus, juro que tentei, mas não ouvi ele mais que 5 vezes. Talvez o fato de ter o costume de ouvir o album inteiro e buscar a historia me atrapalhou. Sobre o que esta por vir, não crio grandes expectativas. Tudo o que passou e com um filho, sei bem que não é nada fácil. Só passando para conseguir entender. A única coisa que desejo é tudo de bom para ela, pois merece.

  6. Ouvindo Best of Me e Cease Fire enquanto lia seu ponto de vista, eu realmente senti algo nas músicas muito mais além do que pareciam. Lotus foi uma era vaga, que não tinha nem que ter estado ali, mas que aconteceu. Muitos dizem que foi por pressão da gravadora, e eu não duvidaria disso, afinal Bionic foi um fracasso e não rendeu os dólares usados na produção (Só aquele encarte, que é o melhor da carreira da Christina pra mim, deve ter custado horrores. Sem falar que ela disse estar “experimentando e brincando com novos sons”, e experimentos são caros kkk). Então, o que acontece quando você obriga uma Christina vulnerável a trabalhar e entregar algo antes do tempo certo? Ela não entrega, porque artistas não se dão bem com pressão especialmente quando estão sofrendo. Eu acho que ela não teve tempo de superar os problemas pessoais e começar a se inspirar (pra alguém que gosta de viver a vida entre álbuns, ela nunca precisou tanto destes quatro anos como neste período), tampouco teve paz de espírito para tocar nestes assuntos pessoais com tanta exatidão e deixar o mundo e os fãs a parte do que realmente aconteceu. E eu entendo isso, as feridas ainda estavam abertas. Todas aquelas perucas, maquiagens, fantasias e cores? Uma máscara que provavelmente a gravadora deu pra ela: “Eu to feliz. Eu to bem. Olha como eu to feliz. Alegria”. Tanto que isso nos espantou: “Quem é essa mulher?”, muita gente ainda chama ela de Ceres, pq não assumem que Christina chegou tão fundo a ponto de parecer mentir para si mesma.

    Enfim, eis minha opinião. Hoje, eu tenho mais esperança no novo trabalho dela. Primeiro, pq o ritual dos 4 anos tá sendo cumprido; Segundo, pq ela tá falando mais sobre ele; Terceiro, pq ela tá trabalhando com rappers, e ela ama rap e hip hop; Quarto, pq a Linda tá de volta <3

  7. Parabéns pela ótima crítica, concordo com as falhas de mixagem do álbum, e apesar da Xtina realmente ter dito q seria um álbum despretensioso, e q não iria inserir um conceito nele, me fez falta esse direcionamento artístico. Lótus pra mim foi aquele álbum q a gente escuta até enjoar (isso acontece bem rápido com ele), e depois VC n tem mais aquela nostalgia, Bionic eu poderia ouvir ele todo novamente e ainda ter muito sentimento de q foi uma grande viagem.

  8. Honestamente? Finalmente o “ilove” falou o que a maioria queria falar, fui apedrejado no grupo que criaram porque disse que o Bionic e principalmente o Lotus não estava no patamar dos outros álbuns e as pessoas simplesmente não respeitaram a minha opinião e o ataque foi severo, o que me fez sair do grupo, porque as pessoas não respeitavam a opinião de que o Lotus é inferior (quando eu defendia essa tese, recebia um textão de alguém e represália da maioria). Mas que bom que muito do que acho, o “ilove” também acha e que o Lotus é o momento mais confuso da carreira da Xtina (confesso q no início tinha gostado bastante, mas depois o encanto de “novo álbum” passou e eu fui ver que a Xtina n soa Xtina em muitos momentos e que é realmente aquém na sua discografia).

    Gostaria de saber do “ilove” quais momentos nele que ele acha que são melhores que algumas faixas do Bionic (e quais faixas – creio que I Hate Boys). Curiosidade mesmo, rsrsrsrs

    Enfim, Lotus foi a era mais fraca, performances mais fracas, encarte confuso, músicas bem aquém do que ela podia fazer, vocais estridentes, como evidenciado no texto, e aquele álbum que quem conhece sua música muito bem sabe que ela ficou nos devendo algo mais digno, principalmente depois de tudo que ela passou. Agora é esperar que ela realmente esteja inspirada (mesmo que nas entrevistas ela pareça estar preguiçosa pra falar dele e como se não soubesse como juntar as músicas que gravou num álbum só) e que venha algo com qualidade!

  9. Concordo em absoluto contigo! Sempre disse que havia um problema enorme com a produção com os vocais e até com as letras que tentavam ser motivacionais mas eram insípidas, não sei como alguns fãs não perceberam isso. Careciam da personalidade da Christina e não tinham nenhum carácter pessoal.

    Acho que tocaste em todos os pontos mesmo, até nas fotos e nos visuais e nas entrevistas vagas, muito vagas da Christina, super desconfortável.

    Acho que esta frase tua (sou português) resume todo o teu texto : “Bionic tem várias músicas piores do que qualquer música em Lotus: mas quando ele brilha, ele brilha. E Lotus, para mim, não brilha hora nenhuma.”

  10. Tuas palavras, minhas palavras. Você relatou tudo o que penso sobre o “Lotus”, e um pouco mais. Esse trabalho não tem a verdadeira alma da Christina. As músicas pessoais, que aqui dizemos, me parecem mais que alguém escreveu sobre o que saia na mídia, e não que a Christina escreveu sobre o que ela passou. É muito desapontante isso.
    Não encaro o álbum como ruim, apenas encaro o álbum de uma forma em que ele não deveria ser um álbum. O “Lotus” deveria ser um EP., contendo apenas as faixas ditas pessoais. Com o foco todo nessas faixas, com uma melhor produção na melodia e nos vocais – E por que também não nas letras? -, seria muito melhor avaliado, compreendido, e recebido melhor pelo público. E com uma faixa final deixando uma surpresa, uma deixa… Uma faixa que insinuasse que o verdadeiro Renascimento, dito na “Lotus Intro”, aconteceria no próximo álbum. Desta forma, suponho que, o público ficaria completamente ansioso pelo #C5 (seria o 5°, caso “Lotus” fosse um EP).

  11. Concordo que quando vc diz que Stripped,B2B e Bionic parecem a triologia perfeita e ele meio que fica de fora,mas é isso o que me faz gostar dele,tinha 12 anos quando ouvi ele e virei fã da Christina e de alguma forma eu me identifiquei com toda aquela bagunça,que querendo ou não foi o reflexo dos anos anteriores(2010 e 2011),cada música,pelo menos pra mim tem um significado e um motivo pra estar lá,sobre a era em si,só tenho a reclamar dos vocais em algumas performances(que tem melhorado de 2014 pra cá).
    Enfim,estou ansioso pelo novo álbum que vai ser o primeiro que vou acompanhar o lançamento(já que a conheci pela internet) e estou muito otimista em relação ao mesmo,espero que publiquem o meu comentário,acompanho o site a dois anos,mas comentar essa é a primeira vez tbm 🙂

  12. Eu sempre achei que lotus foi um álbum tanto fraco pra ser comercializado. Sinceramente. Ele não tinha potencial pra ser “comercial”. Acho que a própria Christina pensava assim… Porém, depois de ela ter cantado blank page, deu pra sentir que tudo o que ela sofreu ou sofria em relação ao ano de 2009 à 2012 tinha sido esquecido naquela apresentação. E a flor de lotus renasce, uma Christina mais dedicada, digamos. Pensam bem. Ela saiu do the voice, começou a emagrecer. Voltou ao topo com feel this moment (sem falar da divulgação). Ela mostrou o quanto tudo mudou com a carta aberta e o vídeo de let there be love. E depois ela retorna ao the voice vulnerável, lançou remain, surpreendeu os fãs com o remix de do what u want, e claro, say something. Que ano foi aquele!? É isso que eu vejo em lotus. Christina hoje é uma mulher tão pura, e inspirada pelo fato da gravidez. Só imagino o quão grande será o próximo álbum.

  13. Adorei a crítica sobre o álbum Lotus, Parabéns!!!
    Eu compartilho da mesma opinião. Tem músicas que a batida abafa a voz da Christina enquanto em outras a situação é inversa. Eu gosto do álbum em si mais não consigo escutá-lo numa tacada só. Há músicas que são ótimas mais a produção fica aquém das expectativas. As letras de uma música para outra são muito diferentes uma hora ela pede paz já em outras canções ela acaba sendo mais agressiva e “vida louca” como a Circles, perdendo o sentido e a relação com as outras faixas. Acho que a solução seria ter mais intro para acompanhar as variações das canções, letras e batidas.
    Nos álbuns Stripped e Back to Basics, ela mescla diferentes estilos num mesmo álbum o que para mim funcionou, trazendo um diferencial entre os outros artistas, além de uma produção mais superior do que o Lotus, com canções mais ambiciosas, tocantes e com mais personalidade.
    Lotus poderia ter sido mais bem desenvolvido, ele tinha o potencial para isso mais se perdeu na má produção e no empenho dos produtores junto com a própria Aguilera. Apesar que por mais que eu não goste de algumas canções, há outras faixas do álbum que eu adoro como Just a fool, Army of me, Lotus intro, Sing for me, Your body e Blank page. E é especialmente com essas faixas que consigo relacionar as verdadeiras qualidades que tanto aprecio na vocalista Christina Aguilera com o álbum.

  14. Não quero soar incoveniente,mas houve algum problema com o meu comentário?,ouvi dizer que as vezes eles acabam indo pra spam sem mais nem menos,obrigado.

    • Ei João! Nunca tivemos problemas com o nosso anti-spam! O que o pessoal pode ter confundido (que foi o seu caso) é que temos um sistema de segurança que filtra comentários da seguinte maneira: seu primeiro comentário sempre precisará ser aprovado. Depois, você pode comentar livremente com postagem instantânea! Agora que já aprovei, você deve poder postar aqui em filtros 🙂

  15. ILove, concordo com tudo o que disse e é exatamente por isso que acredito que lançar o Lotus não foi uma ideia da Christina. Pra mim, que sou fã desde 1999, não parece algo feito por ela, está mais para Ceres mesmo…kkkkkkkkkkk
    Eu gosto das letras, mas não consigo ver conexão entre as letras, arranjos, melodias e até os próprios vocais da Christina. Ao que me parece, ela não teve tempo de amadurecer nada, pegou um amontoado de letras, produtores, e pronto, Lotus finalizado.
    Ela estava totalmente desconfortável nas entrevistas, nas performances, aquele papo de amo meu corpo pra mim não colou, visto que, logo após, ela emagreceu horrores. Acredito que se a gravadora fez pressão, se conduziram o álbum da forma como quiseram, foi bom para enxergarem o quanto a Christina precisa desse tempo para fazer um trabalho de qualidade, pois quando ela pôde fazer do jeito dela, não decepcionou. Esperando que o novo álbum nos surpreenda e, sabendo que a Linda está no trabalho, sei que coisas boas virão. E torcendo para que o Premier também entre. Parabéns pelo texto ILove!

  16. Acho que o problema com Lotus começou já com a escolha dos singles. Army of Me, na minha visão, deveria ter sido o primeiro single, por ser uma canção de empoderamento pessoal, uma canção de volta por cima, uma canção que melhor sintetizaria os maus momentos que ela passou e daí o surgimento da “nova Christina” que ela quis transparecer. Claramente, Lotus foi um disco feito sob pressão da RCA, tanto que escolher Your Body como first single foi uma aposta na zona de conforto de um mercado musical feito quase que inteiramente por músicas descartáveis. E essa foi uma tentativa de colocar a Christina nesse meio (o que, obviamente, não deu certo).

    Bionic é uma obra prima muito mal compreendida. Um disco com conceito musical, visual e temático bem amarrados, que não foi simplesmente uma coleção de possíveis hits (impressão deixada pelo Lotus).

  17. Então…gosto bastante Lotus, assim como gosto dos álbuns anteriores. Ele, junto com Back to Basics foram os álbuns que gostei na primeira escutada. Não sei o porquê disso, mas Stripped veio com uma proposta e uma sonoridade tão diferente que tivesse que escutar algumas vezes para apreciar melhor e acho q eu era mto nova tb, tinha 14 anos. Ao longo dos anos virou pra mim um dos melhores cd dela. Bionic foi o mesmo…escutei muitas vezes…tem certas músicas que ganharam meu coração de cara…outras não (nunca consegui me acostumar com Bobblehead, por exemplo…é uma música que baixei e deletei..)…Já Lotus…sinto que realmente foi um álbum atípico dela…ela não demorou seu usual hiato de 4 anos, que indo de contra aos fãs desesperados, acho um tempo mto bom entre projetos. Nesse tempo ela consegue desenvolver o que ela quer…o tema que quer…enfim…acho justo…mas Lotus veio contra essa maré…ou seja, acho q devido a isso, e talvez uma pressão da gravadora dela fazer algo enquanto estava em evidência no The Voice, ela fez um cd apressado (a questão da mixagem de som é um fato que concordo) e sem identidade, mas tem músicas que adoro muito…e já gostei escutando de primeira…a única que tenho reservas é Circles…acho meio imatura, preferiria Shut Up no lugar dela…que tem uma mensagem semelhante…mas acho beeem mais divertida de ouvir…
    A conclusão que chego a respeito da Christina é que ela precisa de tempo de 4 anos…é muito tempo para nós?É…mas ela consegue focar e apresentar para nós um obra de primeira qualidade sempre que dá esse tempão…e durante esse hiato sempre tem uma ou outra coisa…então por mim está tudo ok. Tenho fé que o próximo cd vai ser maravilhoso!!

  18. Então…gosto bastante Lotus, assim como gosto dos álbuns anteriores. Ele, junto com Back to Basics foram os álbuns que gostei na primeira escutada. Não sei o porquê disso, mas Stripped veio com uma proposta e uma sonoridade tão diferente que tivesse que escutar algumas vezes para apreciar melhor e acho q eu era mto nova tb, tinha 14 anos. Ao longo dos anos virou pra mim um dos melhores cd dela. Bionic foi o mesmo…escutei muitas vezes…tem certas músicas que ganharam meu coração de cara…outras não (nunca consegui me acostumar com Bobblehead, por exemplo…é uma música que baixei e deletei..)…Já Lotus…sinto que realmente foi um álbum atípico dela…ela não demorou seu usual hiato de 4 anos, que indo de contra aos fãs desesperados, acho um tempo mto bom entre projetos. Nesse tempo ela consegue desenvolver o que ela quer…o tema que quer…enfim…acho justo…mas Lotus veio contra essa maré…ou seja, acho q devido a isso, e talvez uma pressão da gravadora dela fazer algo enquanto estava em evidência no The Voice, ela fez um cd apressado (a questão da mixagem de som é um fato que concordo) e sem identidade, mas tem músicas que adoro muito…e já gostei escutando de primeira…a única que tenho reservas é Circles…acho meio imatura, preferiria Shut Up no lugar dela…que tem uma mensagem semelhante…mas acho beeem mais divertida de ouvir…
    A conclusão que chego a respeito da Christina é que ela precisa de tempo de 4 anos…é muito tempo para nós?É…mas ela consegue focar e apresentar para nós um obra de primeira qualidade sempre que dá esse tempão…e durante esse hiato sempre tem uma ou outra coisa…então por mim está tudo ok. Tenho fé que o próximo cd vai ser maravilhoso!!

  19. Ilove. Muito obrigado por falar tudo o que sinto pelo Lotus. Meio maior receio é a Christina cair nesse limbo criativo. Onde só receba formulas prontas onde ela da só uma polida mal acabada e sem seu brilho de costume. Sinto isso do #6, sinto que ela ta “juntando” músicas como a própria falou e formar um álbum legal que ela acha que vai agradar a maioria. Cade as histórias dela? A superação e amadurecimento do stripped? A mulher apaixonada do B2B? A futurista e biônica do Bionic? Nunca vi isso no Lotus, apesar de eu ter um carinho gigante pelo Lotus, por essa a primeira “era” que acompanhei, mas fico com um gosto amargo de so ter visto a sombra de sua trilogia. Porém esperança, que venha o #6 e contradiga tudo o que falei. Rs

  20. Graças a Deus encontrei alguém que pense o mesmo que eu. Não é de hoje que falo exatamente isso, tendo, inclusive, rendido um post no meu blog sobre como o Lotus soa como um “intruso” na discografia da Christina. Eu fico bobo de ver como a produção e masterização do disco foram jogadas as traças como se não fossem importantes para a finalização do disco. Hinos como Best of Me e Empty Words, com letras tão maravilhosas, no fim das contas soam tão parecidas, enquanto os “hits” Blank Page e Sing for Me possuem vocais super exagerados (até mesmo pra Christina). Quanto mais o tempo passa, mais eu vejo o quanto Bionic foi uma obra prima e o Lotus apenas um “álbum comercial lançado em 2012”.

  21. Bem, não poderia começar sem antes agradecer pelo ÓTIMO trabalho feito aqui no MyChristina (Gente, é MyChristina agora! iLOVE é passado. #NewAge). Enfim, de forma geral, concordo em tudo que foi escrito no editorial, pra falar a verdade, quando começa a tocar Lotus na minha playlist, confesso que pulo QUASE todas as músicas. Com excessão de Your Body e Let There Be Love, que são faixas dançantes e que, para mim, causam impacto e Lotus Intro. Eu acredito que, – pode ser que isso não aconteça, mas – assim como Bionic esta me cativando depois de muito tempo, eu passe a gostar mais de Lotus. Depois de Lotus, eu prefiro não criar muita expectativa, que venha o Album #6. E que, diferentemente de Lotus, ele brilhe em todas as faixas do disco.

  22. Eu só discordo na parte de achar as músicas do Bionic, num contexto geral, inferior a muitas do Lotus. O Bionic sofreu muito com as comparações com a Lady Gaga, tanto o visual do álbum quanto o clipe. Mas diferente do Lotus, o Bionic foi defendido pelos fãs e é assim até hoje. Sem contar que para quem acompanhou o lançamento do single nas rádios e no Mediabase, foi injustificável do dia para o outro retirarem NMT de rotação. Depois de um hiato de 4 anos, foi a música mais adicionada nas rádios e, do nada, some.
    Da mesma forma vi que Your Body, mesmo sendo um single mais comercial e com um refrão mais marcante que NMT, sequer teve alguma rotação. Isso que ficou em segundo no iTunes (perdeu pra Gangnam Style) e uns 15 dias no top 5 sem qualquer divulgação.
    Não sei o que se passa na cabeça da Xtina, mas parece que ela busca um culpado para não dar continuidade a seus trabalhos. Fracasso de vendas? Interferência com imposição da gravadora? Conflito com as rádios? Há muitos tópicos que ela precisa resolver para que o próximo álbum não seja como a de um artista póstumo: lança CDs de inéditas e não faz turnê, nem ao menos tem contato com os fãs.

  23. Ei gente. Então.. vou falar só um pouquinho pq eu não tenho muito tempo. rs
    Ilove, vc falou TUDOO que eu sentia, mas não sabia descrever sobre LOTUS.
    Acho que ela não estava com cabeça para enxergar os defeitos do disco, parece que ela só queria entregar isso para o mundo e acabar com o a sensação de fadiga, como se esses sentimentos estivessem sufocando ela.. Não deu para ela se atentar aos detalhes, porque ela precisava dar uma resposta imediata à todas as “pancadas” que sofreu…

  24. Há uma diferença gritante nas músicas de Bionic pra Lotus. A voz (tão gostosa de ouvir, tão doce e suave), a produção, os momentos de soltar as notas altas, tudo. Lotus é o álbum que menos ouço pois me incomoda em certos pontos. “Best of Me” e “Light Up the Sky” são as faixas que mais gosto.

  25. oq eu senti com Lotus foi meio assim:
    – Christina escreveu musicas intimas
    – Gravadora falou “filha, faz esse álbum estourar pq ning merece outro flop”
    – Christina e gravadora entram em acordo e sai um álbum pop chiclete
    – Álbum não dá certo
    – Christina caga, pq não era exatamente aquilo q ela queria mesmo

  26. “faz o álbum parecer nada mais do que um amontoado de faixa independente juntada sob um único título”

    ilove, seu lindo, resumiu o lotus aqui pra mim, até já comentei isso aqui no passado. ele não encaixa, é um primo estranho… pra mim eu olho como o primeiro disco dela. tenho algumas músicas que gosto (muito, amo JAF, por ex) e as adiciono nas minhas músicas pra quando saírem aleatoriamente eu cantar junto.

    e só. só que lá no primeiro álbum, normal ser assim. depois de uma trilogia de ouro (olha que respeito demais, mas nem gosto tanto de B2B), aí não dá pra chegar com lotus. tipo, ele seria um ótimo segundo álbum.

    e a divulgação (?) me incomodou demais. tentaram vendê-lo como stripped 2.0, e ver essas palavras da boca da xtina deixava meu coração aflito 🙁 a comparação das músicas e tudo mais. eu acho que a era lotus acabou com o vídeo e a carta de let there be love (que só acho boa) mas como deveria ter começado. se ela estivesse naquele clima lá no começo talvez tudo, principalmente as performances, seriam diferentes.

  27. Que texto lindo, cara!!! É exatamente issooo hahaha. Mas, assim, eu juro que não notei essa coisa do volume de abaixar e aumentar. Concordo muito com essa questão das letras. Se o Lotus tem um ponto forte, com certeza são as letras das músicas…mas é aquilo, são letras que falam de superação, de força e com mensagens muito legais e positivas, mas que são muito abrangentes. Faltou realmente aquilo que vc falou, músicas que nós pudêssemos relacionar com cada problema que ela passou. De uma forma geral também acho o som do CD meio “sujo” ou “arranhado” (não sei explicar direito haha)…tipo, muita informação, tudo muito alto…nada clean. Acho que o problema no Lotus foi esse: não tem um conceito…ela disse que seria um álbum pessoal, íntimo, que tinha muitas coisas pra dizer, mas veio muito em aberto…nada muito específico…tudo muito abrangente. Concordo muito que parece um bando de músicas soltas que ela juntou e fez o CD. O que eu sinto com o Lotus é que ele é o CD que eu menos associo a Christina…que menos tem a cara dela e que eu menos sinto alguma coisa. Tipo, o Stripped e o Back to Basics são a cara dela…tenho um carinho e uma afinidade muito especial por eles. Eu penso: aquelas músicas são dela, ela está ali…a marca dela está ali (não sei seu foi pq eles tiveram Eras completas com conceito, CD, singles, clipes, divulgação e turnê). O Bionic foi um pouco difícil de eu associar a Christina. A sensação que eu tive é que sabe quando você tem um grupo de amigos desde criança, já está acostumado com todos eles e do nada chega um amigo novo e você tem meio que um receio de aceitar e conviver? Não sei se foi pq o conceito de Bionic era muito diferente de tudo o que ela já tinha feito….eu sei esse meu receio durou pouquíssimo e que com o tempo esse “amigo novo” foi ganhando espaço e virou um dos meus Cds favoritos. E o Lotus é outro “amigo” desse mas que, mesmo 3 anos depois, não conseguiu se enturmar. E acho que nem vai…ele vai ter que procurar a turma dele hahahaha

  28. Parabéns pelo texto Ilove!

    Então, concordo muito com as suas palavras e confesso que mesmo sem conhece você pessoalmente vi emoçao em suas palavras.

    Concordo quando diz que Stripped+Back to Basics+Bionic formam uma trilogia coesa que expressa a arte sincera e camaleonica da Christina.

    Lotus é tão desconexo pra mim que até hoje mantenho uma relação rasa com o álbum. Algumas músicas eu até gosto porém ele ainda hoje não me atrai por completo.

    Não vi Aguilera de verdade, pior ela nem tinha um alter ego. Eu via um talento brigando com uma imposição de mercado.

    Acho que o desabafo maior da “Era Lotus” foi a carta e o vídeo de Let There be Love, ali era a nossa pequena. Ali eu vi a verdadeira e indomável artista.

    Acredito que ela nunca quis o Lotus, ela nitidamente não gosta de Your Body.

    Alguém falou sobre o exagero de figurinos e Make, sou ator e figurinista e sim Christina estava se escondendo, ela estava vivendo a síndrome do clown ( fingia alegria para entreter o público e atrás do sorriso uma grande tristeza)

    Que bom que o álbum#6 será lançado após 4. Anos, que bom que ela gosta de falar sobre esse processo demorado… Que bom que tem Linda, Premier, Pharrell, Da Infernz… Que bom que teremos Christina Aguilera de volta e sua Xtina Baby Jane ou a maravilhosa Madam X.

    Lotus intro é de longe a faixa mais honesta e que ela reflita no agora.

  29. Sempre tive essa impressão de que Lotus é um álbum de produção caseira. Se não estou equivocado, foi gravado no estúdio particular na residência de Christina. Corrijam, por favor…

  30. Acompanho Christina desde da era stripped, “dirrty” e “fighter” pareciam refletir tudo o que acontecia em minha vida, gostava muito de ouvi lo, exaustivamente. Quando foi lançado B2B ,pensei, que porcaria é essa? Mais o talento e a ótima produção me fizeram mudar de ideia com o tempo( sem dizer na tour,viciante). Com era Biônic fiquei super empolgado e não entendi quando o álbum foi dado como fracassado. Mesmo assim era nítido como Christina gostava dele, porque ela sempre o defendia, o que não vi ela fazer em relação à lotus, your body ela nunca fez uma apresentação digna, e gosto muito dessa faixa, além de Army of me que merecia ser single, e claro Best of me, perfeita. Porém o álbum não tem a marca e notoriamente o amor dela, isso refletiu em todo o repertório, mais enfim, tudo passa.

    Acredito que ela esteja mais empolgada com esse novo álbum, está mais confiante , e todo esse tempo ” cozinhando” esse projeto, tenho esperança que surja daí uma obra prima,ou seja, um Cd de CHRISTINA AGUILERA.

  31. iLove, concordo com quase tudo que você disse. Pra mim, Lotus é um cd a nível iniciante, bem ‘Christina Aguilera’ mesmo. Toda vez aue ouço sinto que ela escrevia as musicas e em um certo ponto se cansava, e entregou letras muuuito superficiais. Stripped, B2B e Bionic tem letras muito coerentes e profundas sobre todos os temas, inclusive sexo e sensualidade, mas Lotus não. Eu simplesmente cago pelo flop de Bionic, mas acho que Lotus deveria ter feito sucesso, porque as musicas – mesmo sendo mal produzidas e os vocais largados – tinham grande potencial. Your Body, Let There Be Love, Red Hot Kinda Love, poderiam ter sido hit fáaaacil, e deu no que deu. Além de Just a Fool, que mesmo sem divulgação bateu 1m de cópias vendidas. Espero que o álbum #6 traga a maestria de volta, e que ela não lance esses trabalhos com nível iniciante mais.

  32. Acho que penso o mesmo, apesar de amar algumas músicas do álbum, sempre o vejo em alguns quesitos como “forcei a amizade aqui” tanto que sempre quando ouço os cds faço integralmente exceto com lotus que tem por volta de 4 músicas que não tenho vontade de ouvir. Na “criação” desse álbum parece que ela estava com preguiça de ser quem é de verdade. Por fim, também nunca liguei pro fato dela vender bem ou não gosto da artista por gostar do que ela faz. A imagem até entendo aquela velha história clichê de ser uma cantora pop…ela poderia ser a Elke Maravilha que gostaria dela do mesmo jeito, afinal conheci e gostei de Christina Aguilera literalmente pelo rádio.

  33. Eu só consigo concordar com duas coisas do que você disse, iLove.
    A primeira : O disco não tem um conceito, não tem uma história pra contar. E a qualidade dos vocais/mixagem eram realmente comprometedoras.
    A segunda (e mais importante em relação a tudo que aconteceu): Não era o momento certo para esse álbum ser lançado (quando se deseja um comeback pós Bionic). Ela não estava pronta pra admitir a história por trás das canções. Toda a vulnerabilidade. Me parecia só uma enorme vontade de se reerguer. Mas isso não significa que ela sabia de tudo isso (ou que seja verdade).

    No mais, acho que o álbum já começa sem sentido pelo nome… Lotus: “a flor inquebrável que resiste a tudo”. Ok, Christina é assim. Ela tinha passado por muito. Talvez quisesse mostrar que estava florescendo de novo após a tempestade. Mas onde está a conexão das letras com a temática do título, com a explicação que ela repetiu de novo, de novo e de novo?

    Percebo que esse álbum é cheio de desabafos com a má fase, são eles: fracasso comercial (sing for me), fim de casamento (cease fire), vontade de ser amada de novo (blank page), pressão da mídia (shut up, circles), auto aceitação (army of me), algumas outras só demonstram o lado divertido de Christina, em momentos positivos (red hot kinda of love, make the world move, let there be love, around the world).

    Talvez essa era a história que Christina pensou que poderia contar. Muitos sentimentos bons, muita angustia, muita raiva, muito sofrimento, muita perseguição, muita dor, estava tudo lá. Tudo isso a motivou para escrever. E era sincero. Então se ela tinha escrito sobre tudo aquilo, não seria genuíno? Não era certo mostrar isso em um álbum? Sim. Desde que ela estivesse pronta para continuar sendo vulnerável e reviver as dores de novo, expressando as canções com muita sinceridade, com a real explicação (e se fosse assim… quem sabe a mídia não teria dado mais atenção ao que ela estava dizendo e o álbum, isso poderia ter chamado mais atenção das pessoas que se identificassem com o que ela estava passando). Mas, acho pouco provável que era isso que ela queria na época. Penso que a mesma só desejava mostrar que estava se recuperando (e estava). Que estava pronta para trabalhar com sua música de novo. E ali estava seu álbum intimista, contando seus sentimentos.

    Não consigo visualizar uma temática para um álbum com canções como essas, que tinham um mix de sentimentos fortes que só precisavam ser desabafados. Acho que Christina fez o que acreditava e PRECISAVA. Ela colocou seus sentimentos pra fora. E por ela, isso é mais importante, era o suficiente por hora.

    Acho que sentiremos mais orgulho do próximo trabalho de Christina, também acredito que terá mais sucesso comercial, haverá tudo o que todo mundo quer. Por um simples e importante motivo, ela realmente está curada. Ela agora está motivada pelo desejo de criação e as coisas boas que estão a sua volta, não pela necessidade de desabafo.

  34. Concordo com tudo, ilove. Agora a minha opinião. Uma coisa que amamos são as pré-eras da Xtina. Eu me lembro de Xtina sugerir que o álbum seria um Stripped 2.0, pessoal, que falaria sobre o que ela passou em 2010-2011. O Stripped é uma Bíblia p mim, então fiquei com uma expectativa enorme. Eu me lembro do barraco com o Tony e já fiquei preocupado. Também fiquei preocupado com a aparência de Xtina, com a voz, com a falta de conceito nas roupas e maquiagem. Quando vazou ‘Your Body’, eu me lembro que gostei muito da batida. Lembro que fiquei emocionado com a frase ‘I think you already know my name”! (hahaha :3 ). Eu lembro que a empolgação com essa música durou uns dias, mas logo começou a preocupação. Vazaram fotos horríveis do clipe! Quando o clipe saiu, eu já n tinha expectativas nenhumas mais. Quando o álbum saiu, eu me lembro que gostei muito de ‘Blank Page’, porque eu me identifiquei e porque gosto do jeito que a Sia compõe. Mas as performances ao Vivo foram um desastre, TODAS. Eu tentei, mas não tinha como defender. A impressão que ficou depois de Lotus é que Xtina nunca mais terá uma ‘era’ corajosa, vulnerável, impulsiva, jovial, sensual, inspiradora, trabalhadora, arriscada e criativa. Essa impressão horrível durou até “Say Something”. Mas, infelizmente, a impressão ruim voltou com os episódios de cancelamentos de shows, os visuais horríveis, etc. De uma coisa temos certeza, Xtina coloca as suas crianças em primeiro lugar. Se isso for atrapalhar a dedicação ao CD e a realização de uma turnê, Xtina não pensará duas vezes em priorizar a família. Não imagino Max e Summer viajando pelo mundo, juntamente com Xtina. Por fim, não imagino os empresários da música investindo em uma cantora inserida nesse contexto de ‘família > the voice > música’. Se antes não dava conta, não será com uma empresa de produção de tv e videoaulas de canto. Ela ficar empolgada com uma música do Pharrel me preocupou muitíssimo, pq eu nunca gostei de alguma música dele. Também estou preocupado com o tom aparentemente negativo e impaciente que uns produtores responderam os fãs de Xtina no Twitter. Esse semestre, eu já estava escolhendo quem seria a nova voz substituta: Mo, Jess Glynne, Years & Years, Troye Sivan ou Sam Smith. Tinha deixado de seguir a Xtina, o MyChristina, e larguei os grupos. Fico sabendo que Linda Perry estará no álbum e simplesmente a esperança volta no meu coração. Uma coisa é certa: eu abri a mudei a minha mente, consigo enxergar os defeitos da Xtina com nunca consegui antes e começo a questionar a verdade dos sentimentos que ela coloca na música. Não exijo sucesso comercial, charts, magreza, dança, nem beltings perfeitos. Eu quero respeito aos fãs materializado em lives, honestidade nas letras e entrevistas, som bem produzido, bem divulgado e conceito. O próximo álbum será a última chance da Xtina p mim. São 16 anos de um amor que vai morrer, respeitosamente como o casamento dela, mas vai morrer.

  35. Análise perfeita.
    Gostaria que Christina não tivesse lançado o Lotus naquele momento, o álbum tinha potencial para ter sido muito mais do que foi :/

  36. Definitivamente Lotus não está no nível dos 3 anteriores…mas no sentido do album como um todo…o conjunto da obra…pq liricamente o album é qse perfeito…pra mim até Circles é bem escrita(apesar de um pouco infantil)…a prova q ela sabia q Shut Up é a pior msc de sua discografia é q essa se tornou um bônus q fecha o album rsrsrs…não relevo YB Remix)…letras como as de Best Of Me e Cease Fire me orgulham de forma absurda… Blank Page me divide… acho ela completamente superficial e liricamente contraditória porém super bem escrita…(tá vendo como Christina me confunde?!)
    já em relação à produção o album atira pra todos os lados e acerta poucas vzs…de fato parece uma coletânea… Concordo 100% em relaçao ao problema com a mixagem das mscs…me incomoda mto sempre ter q aumentar o volume em Your Body e depois abaixar de novo por causa da gritaria de LTBL…
    Vocais? Altos e baixos! Mais baixos do q altos…o grito de Make The World Move me assombra…tanto q aquela performance em The voice é uma das piores da carreira dela pra mim…ela “grita” com maestria em Army Of Me e Light Up the Sky…e Sing 4 Me também rsrsrs vai ver é pq acho q é a melhor do album mas admito q qdo ela fala a palavra mouth pela segunda vez no segundo refrão eu me assombro de novo kkk…
    Imagem? Confusão terrivel…a capa daquele album sempre vai ser estranha…e as perucas em the voice?!…
    Enfim tudo em torno Lotus é uma confusão total…
    Sei q nao se trata de alguem comum…é CHRISTINA AGUILERA…rsrsrs…e q há/houve mta coisa envolvida q nós nunk entenderemos mas talvez ela tenha tido de fato a intenção de fazer um album “daquele jeito”…mostrando superar toda e qq adversidade e ficar firme ao msm tempo em q tem (muitas) imperfeições…o problema é q ela já havia feito isso 10 anos antes (apesar de serem momentos e situaçoes completamente distintas da vida dela)…
    Lotus Tour? Quem? É de comer?

    …se Lotus tivesse sido lançado exatamente como foi por absolutamente qq uma dessas cantoras mais novas q aparcem por ai td dia ele seria “aclamado” pela critica e seria um sucesso certo nos charts e em vendas…mas não por uma artista do calibre da maior vocalista do mundo…
    Enfim… Lotus sempre vai ser lembrado por todos como o album q foi mto menos do q poderia ter sido…e por mim como um album q admito nao ter o selo Christina Aguilera de qualidade mas q vai ser sempre um diário no qual consigo encontrar respostas assim como Stripped…algo mais dificil em B2B e Bionic…

    …mas passou…rsrsrs…
    Vem album novo por ai minha gente…e eu encaro essa nova fase de uma forma bem sensata…sem expectativas mas com os dedos mais q cruzados kkk…entao vamo q vamo…não é ano de copa do mundo mas vai ter olimpiadas kkk

  37. Quando você me falou sobre o que escreveria eu fiquei preocupado… rsrs… mas sua opinião parece refletir exatamente o que eu penso e comprovo pelas execuções do catálogo da Xtina aqui em casa… Lotus é o ‘álbum esquecido’ pra mim justamente pela falta de coerência e de foco… não deixa de ter bons momentos mas não parece definitivamente um álbum com a marca Christina Aguilera…

    A última entrevista dela sobre o X6 foi bem nesse ponto: de formar um álbum que conte uma história coesa… eu tenho motivos para esperar o melhor!

  38. P.S.: ilove, não dá pra colocar o sistema de comentários pelo FB, não? Odeio essas carinhas! hahahahaha

  39. Bom gente, este vai ser meu 1º comentário na página. Venho acompanhando há 3 anos o site, conhecendo melhor a grande artista que é a Aguilera (amo esse sobrenome rsrs) e acumulando conhecimento para me considerar pelo menos um Fighter level 1. Uma coisa que não posso deixar de ressaltar é que o Ilove (ou MyChristina) sempre arrebentou na qualidade do seu conteúdo, na seriedade e na clareza (na medida do possível de suas fontes) em transmitir as notícias sobre nossa Diva.
    Bem, o editorial está excelente, ele respondeu basicamente o que aconteceu com Lotus e me esclareceu algumas respostas que eu tentava buscar sobre o álbum, mas não sabia ao certo o que era, fora vários comentários muito bem levantados. Com tudo isso, vejo o porquê gostei tanto do álbum logo de cara e tempos depois vi que ele não tinha a qualidade que Christina costuma colocar nas suas Bíblias, ele é meio que um trabalho de boas músicas individuais que mostram para que vieram na primeira vez que ouvimos (e isso pode ser bom) e foram juntadas de qualquer forma num CD, e não um álbum coeso que nos mostra uma sequência como um livro e com músicas bem produzidas. Como já foi dito, a prematura era Lotus foi a junção de grandes confusões (figurinos, maquiagem, forma física, vocais, encarte, perucas, pressa em dar a volta por cima, não estava bem vista na época, os lives…), nos levando a enxergar um certo desespero e descontrole, coisa que Xtina não nos mostrou nos três livros sagrados anteriores (não cito o 1º álbum porque acho ele superficial demais, mas também cedo aos chicletes dele rsrsrs). Resumindo, Lotus não funciona como Stripped, B2B e Bionic, os quais cada vez mais que os ouvimos criamos um respeito maior, Lotus mais parece um primo do que um irmão das relíquias anteriores. Mas só para deixar claro, gosto muito de Lotus, ainda mais quando o coloco ao lado de vários outros álbuns de sucesso de outras artistas, mas ficou aquém do selo de qualidade Christina Aguilera.
    Para finalizar, fiquei um pouco preocupado quando ela falou que está meio que juntando o material e vendo a melhor forma de ficar no X6, me soou parecido com o que ela fez em Lotus (sem um grande tema e como se fosse pegar os hinos que ela achar melhor o jogar dentro do CD), porém me tranquilizo ao saber que ela também está trabalhando com Linda e que está esperando o tempo de “cozinhar” o próximo tiro rsrsrs.

  40. Quando Lotus saiu escrevi um texto sobre o álbum para o Obvious, tentando enxergar os pontos fortes, mas reconhecendo suas limitações também. Quem tiver interesse pode ler aqui: http://lounge.obviousmag.org/les_feuilles/2012/11/christina-aguilera-lotus.html.

    Concordo com praticamente tudo que foi dito pelo Ilove/MyChristina. Só acho que vale ressaltar que no discurso dela de apresentação do álbum, aquele texto manjado que ela fica repetindo em praticamente todas as entrevistas, ela associa Lotus como uma tentativa de se conectar com a geração posterior à dela, influenciada pelos candidatos teens e predominantemente pops que ela tinha à época no The Voice.

    Não que por ela pensar em fazer música pros teens ela tenha relaxado na produção (ou sim), afinal, não é porque é jovem que tem que gostar de coisa meia boca e artista superficial, mas foi meio assim que eu vi a Christina na época. E de fato tenho visto de lá pra cá, nesses grupos e comentários da vida, muita gente que conheceu a Christina na era Lotus ou finzinho da Bionic. Pensando assim talvez Lotus seja apenas a isca mesmo, uma forma de alcançar novos fãs e “agradar” os antigos, enquanto prepara um próximo trabalho “grandioso”, como ela tem prometido.

    Apesar disso tenho carinho pelo Lotus, sei respeitá-lo. Gosto sobretudo das baladas, em especial Empty Words, porque nunca vi a Christina tão negona como nessa música. <3

  41. Eu já fiz o comentário, mas parabéns ao autor por gerar tantos comentários e ter em geral uma recepção muito positiva!

  42. Resumindo o que senti e você nos apresentou: faltou a “própria identidade”.

    Não é o meu favorito e nem tão pouco o melhor da Aguilera, porém curto mais o Lotus que o Bionic. Acho que se fosse bem mais produzido, poderia se tornar um Stripped 2.0, recheado de mensagens em cada música e estilos musicais ornados e coerentes.

    Que venha um novo CD para compensar os últimos dois em relação a “identidade Aguilera”

  43. Você tem razão. Lotus é completamente random na carreira da Aguilera. Mas Just a Fool, Blank Page e Let There Be Love foram boas surpresas.

  44. Na minha opinião, Lotus foi uma maneira de te conectar com o público e com a mídia que levantou ela em 1999. Pra mim Lotus é o álbum que mais se aproxima do Christina Aguilera.

    A sua pressa em gravá-lo, divulgação mal feita, talvez seja tudo por obedecer seus superiores que sugeriram voltar ao que fez ela grande, e se ela odeia ser controlada ela quebrou tudo ela Stripped, talvez ela não tenha mais força ou determinação pra fazer isso, sendo, na época, mãe e divorciada.

    Não acredito que ela tenha feito isso pra não deixar nós, fãs, sem músicas novas. Tivemos Bionic em 2010, Burlesque em 2010/11, parcerias em 2011. Não estávamos carentes dela. Agora sim estamos, mas nem por isso ela fez qualquer coisa em meses pra nos agradar.

  45. Nossa, Christina deveria ler isso!!
    Vou postar o link pra sua crítica no meu flog. Já fiz isso com o editorial BIONIC, e LOTUS merece tbm!!
    Parabéns pelo texto, é muito envolvente.

  46. Eu concordo com todos os pontos: faltou empenho, faltou vontade, faltou comprometimento….faltou muita coisa.
    Definitivamente uma Christina diferente do que estávamos acostumados. Mas como você disse, assim como parece um amontoado de músicas juntas, sem nexo, uma Christina com um visual sem pé nem cabeça, acredito que era exatamente assim que ela estava, por isso o álbum passa a fazer mais sentido pra mim – e tem o lugar especial no coração.
    A questão chave para mim é: Xtina não deixou a peteca cair, o álbum foi, assim como The Voice, formas que ela encontrou de apenas “continue a nadar, continue a nadar”, mas acho que só fã, que olha com um cuidado mais profundo, percebe como os vocais claramente desgastados, mudanças drásticas de peso, descuido total com a imagem são sinais de quão na merda ela estava.
    Se ela tivesse estampado capas de revista falando como estava mal, chorado em entrevistas, tornado sua vida pessoal em algo público – digo literalmente – acredito que ela teria caído nas graças do público, pois é disso que público vive: pão e circo.
    Estamos tão acostumados com uma mulher forte, com foco e que consegue se manter no equilíbrio da vida, trazendo álbuns realmente grandiosos com uma imagem impecável – sem falar de performances, pois até o Bionic teve seu punhado de performance nível Xtina – que quando, pela primeira vez, nos é trazido algo solto, sem comprometimento, ficamos decepcionados.
    Fazendo uma comparação, Lotus está para Christina assim como o Blackout está para Britney. A diferença é que : uma Christina perdida, não sai coisa boa, pois ela sempre se manteve integra e, claramente, perceptível dentro de suas obras. Já Britney perdida, sai uma obra-prima, levando em consideração que ela sempre foi um produto de terceiros. (não estou criando polêmicas entre as duas, adoro Britney, mas sabemos que o x-factor dela não é em ser cantora, original ou inovadora, mas sim em sua presença de palco, no seu sexual appeal e seu carisma, aliás este até hoje nenhuma conseguiu chegar aos pés.)
    Enfim…Há esperança, “Say Something” mostrou um comprometimento usual dela, tanto no visual como nas performances e espero muito que no próximo álbum ela traga mais uma obra-prima para gente.

  47. Na minha opinião quando lotus foi lançado ela estava com uma dor tremenda na alma e tinha virado uma eespécie de novo da corte .Estava gorda feia mal arrumada não era nem a sombra do que um dia ela foi .Triste está com uma tristeza em seu olhar .Um abismo sem fim acredito que ela estava em depressão profunda.Um CD que não ela , sem verdade músicas descartáveis .

  48. Eu tenho uma experiência bastante diferente com Lotus, pra mim ele brilha em diversos momentos. Recentemente, tentei ouvir Bionic, mas nunca consigo ouvi-lo todo porque considero chato. Eu não me identifiquei com a linguagem do álbum e até o considero mais experimental e desconexo que Lotus. Só curto mesmo uma faixa. Qualquer álbum vai falar sobre o cantor, inegavelmente , e querer ver isso no trabalho do artista é louvável. Eu encontro a Christina em muitos momentos de Lótus, como em Sing for me, que fala sobre sua relação pessoal com a música que não depende de vendas ou sucessos comercias. Como em Best of me, que mostra uma Christina tentando superar todos os seus fracassos, inclusive amorosos, e tentando calar a boca de pessoas negativas que a colocam para baixo. O mesmo para Empty Words, como uma Beautiful pra mim. Acredito que a escolha dos singles foi muito errada, assim como a imagem nos clipes, mas acho que ela ainda estava tentando provar algo sobre sua aparência. Valia mais ter se assumido e mandado um direta para os haters com uma dessas três canções perfeitas. Enfim, é uma experiência diferente que eu tive. Lotus me toca muito mais que Bionic, acho que ele tem um potencial INCRÍVEL e guarda uma Christina que se calou mais uma vez, foi lançado às pressas. Ela provavelmente duvidou de que tinha um trabalho bom ali. O aspecto do som que você criticou eu nunca reparei, eu escuto o album pelo celular, nunca reparei mesmo. Ao lançar Lotus, creio que os produtores se preocuparam em colocar cançoes que se tornassem populares, que fossem como as músicas da rádio ou que tivessem artistas como Shelton. Deveriam ter deixado Christina mostrar o que aquele álbum significava: um renascer, como a flor lótus. Não um renascer comercial, mas um renascer pessoal.

  49. Excelente. Porém diferente de você, acho que eu chego a detestar o álbum (com exceção de Red Hot Kinda Love).

  50. Sim é isso..
    Eu concordo, algo positivo de Lotus foi o clip de Your Body que ficou mto bom…algumas performances razoaveis.. Pra mim é um cd mais facil de ouvir doq bionic. mas tb acho Lotus um cd caseiro kkk o encarte..a qualidade..o ensaio…td mto abaixo…um cd que foi lancado em novembro e abandonado com 2 meses de lançamento…sem tour…sem batuque. Que venha o novo cd com o single certo…a divulgaçao certa pra assim termos a Tour e tudo que um comeback dessa grande estrela merece.

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