Stripped e Lotus – Nem tão diferentes assim

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Por Diego Imperiano

Desde o mês de outubro, quando Stripped completou 13 anos, e depois em novembro quando Lotus completou 3 anos, venho sentindo a necessidade de falar destes álbuns, que são divididos por uma década e marcaram a carreira da Christina de maneiras tão opostas. O que mais me instigou a falar deles, é o fato de terem exatamente 10 anos de intervalo entre seus lançamentos e também serem considerados pela maioria, como o melhor e pior álbum do catálogo Christina Aguilera.

No editorial do mês passado, tivemos a oportunidade de saber o que o ilove pensa em relação ao Lotus. Acabei ficando intimidado de encarar o editorial de dezembro, depois do ilove falar de maneira tão brilhante sobre o álbum. Mas hoje sinto que os fighters só tem a ganhar, com a oportunidade de verem pontos de vista distintos sobre um mesmo assunto.

A maioria provavelmente não irá se identificar com minhas ideias, mas eu convido todos ao desafio de lerem coisas que provavelmente você nunca tinha percebido sobre estes dois álbuns tão distintos, mas que podem esconder semelhanças que você jamais imaginou.

Acho importante, antes de expor as semelhanças que encontro neles, expor minha visão sobre cada um.

Stripped foi o maior marco na carreira da Christina, e de maneira bem positiva. Ele foi lançado em 2002 com a missão de ser um divisor de águas na carreira dela, sendo até hoje o álbum mais bem aceito no conjunto comercial e crítico dentre os álbuns da Christina.

Christina já havia mudado a sua imagem no início de 2001, com o mega sucesso “Lady Marmalade”, mas parece que não levaram a sério, talvez por se tratar de uma trilha sonora. Foi no ano seguinte, com “Dirrty”, que caiu a ficha do mundo sobre quem é Christina Aguilera.

Lançado em 29 de outubro de 2002.
Lançado em 29 de outubro de 2002.

Seu inquestionável sucesso se deu por um conjunto de fatores. Christina era uma jovem de 21 anos, sentindo-se livre pela primeira vez e pronta para voar. Numa empolgação sem tamanho, por ter a primeira oportunidade de mostrar ao mundo quem ela era, sem máscaras. Uma jovem descomprometida, expondo suas dores mais ocultas ao mundo. Essa jovem tinha sede de sucesso e se esforçou ao máximo para provar a todos que era muito mais do que uma cantora pop. Todo esse empenho e gana para ser levada a sério na industria musical, fez com que Christina não medisse esforços para divulgar Stripped ao redor do mundo. A era Stripped foi uma era que veio repleta de clipes, performances, turnê mundial, documentários, DVD da turnê repleto de extras e por aí vai.

Já Lotus foi lançado por uma mulher de 31 anos que já tinha perdido a sede de sucesso e não dava mais prioridade à sua carreira de cantora. Christina tinha se tornado mãe e agora todas as atenções e cuidados estavam voltados para Max Liron Bratman, seu primogênito.

Mas aí você deve estar questionando minhas ideias e concluindo que estou equivocado, pois o Bionic veio após o nascimento do Max (e é justamente ele a grande inspiração para o álbum), e mesmo assim era um projeto grandioso.

Pois bem, para entender o Lotus, precisamos entender o que aconteceu anos antes. De fato a Christina estava cheia de ambição quando criou o Bionic e na fase mais empolgada de sua vida. Bionic parecia ter a sede de sucesso para colocar a Christina novamente no topo das paradas. Claro, tudo isso reflexo da alegria que ela estava com sua vida pessoal, o que acabou com que ela, além de elaborar um álbum extremamente bem produzido, também se empolgasse para mostrar esse trabalho ao redor do mundo. Ela tinha uma família estável e um marido que trabalhava com ela, ou seja, Max estaria recebendo atenção e cuidado todo o tempo. E assim foi planejado, mas Burlesque parece ter vindo no meio disso tudo para mudar o rumo de uma história de amor. Christina começou a ter problemas no casamento, crise de ansiedade e não conseguiu executar tudo o que tinha planejado para o Bionic, tendo assim que pausar a carreira musical para cuidar dela mesma e do filho após o divórcio.

Ainda em 2010, ela anunciou que estava já preparando o novo álbum e que ele iria ser muito pessoal. E assim aconteceu, Lotus foi criado no meio de sucessivas catástrofes na vida pessoal da Christina. Vejo que o Lotus foi feito numa fase tão conturbada da vida da Christina, que ele acabou não recebendo o cuidado e atenção que estávamos acostumados a ver nos álbuns anteriores (e que foi relatado no editorial do mês passado).

Lançado em 13 de novembro de 2012.
Lançado em 13 de novembro de 2012.

Christina registrou no Lotus a sua vida conturbada de 2010 à 2012. Ela o lançou sem pretensões maiores e quis deixar apenas registrado para os fãs as catástrofes pessoais que ela estava sobrevivendo. Foi um álbum livre. E ele acabou servindo para ela como um “processo de cura”, assim como o Stripped serviu 10 anos antes. Ôpa, parece que encontrei a primeira semelhança entre eles.

Uma prova de que Christina não tinha ambição com o Lotus foi o confuso lançamento dos dois únicos singles. “Your Body” fez com que Christina nos desse um dos clipes mais divertidos e bem produzidos de sua carreira, porém, nunca ganhou atenção para se quer uma performance ao vivo (desculpe-me, Jimmy Fallon). Por outro lado, tivemos “Just A Fool” anunciado pela gravadora como segundo single. O dueto “sofrência” com Blake Shelton, que considero uma das melhores do álbum, recebeu atenção para duas performances ao vivo. Mas ao mesmo tempo, nunca despertou o interesse da Christina em gravar um clipe. Na verdade o single só parece ter despertado o interesse da gravadora, que acabou levando a música para as rádios e feito uma capa sem qualquer coerência para ele. Christina só queria mesmo cantar com o seu grande amigo.

Acho que isso se deve ao fato dela querer que nós conhecêssemos o Lotus de uma maneira mais abrangente, nos mostrando faixas diversas, num curto espaço de tempo. Pois ela já sabia que não iria promovê-lo como estávamos esperando e sim deixar esse presente para nós e depois ir colocar a vida dela no eixo novamente. As entrevistas da quinta temporada do The Voice falam por si só.

A principal reclamação sobre o Lotus é que ele é um álbum sem conceito definido. A maioria reclama disso, porque ficaram mal acostumados com o Back to Basics – que teve um conceito retrô – e com o Bionic – que teve um conceito futurístico. Mas acho que vocês nunca pararam para pensar que o Stripped também é um álbum sem conceito definido, sendo marcado por diferentes sons e sem apresentar um tema específico, assim como o Lotus. É, parece que encontrei outra forte semelhança.

A dificuldade em enxergar isto se deve principalmente a falta de zelo que fez com que o Lotus tivesse um aspecto bagunçado, enquanto o Stripped teve um aspecto organizado e coerente, mesmo sem um conceito.

Outra semelhança que vejo é justamente uma consequência da falta de conceito do Stripped e do Lotus – a falta de um alter ego. Baby Jane foi criada para Christina viver a Era Back to Basics, já “Madam X” foi o alter ego escolhido para Christina viver a Era Bionic, mas infelizmente não deu tempo disso acontecer direito. Na Era Stripped, por Christina estar sendo ela mesma pela primeira vez, o seu apelido pessoal “Xtina” acabou sendo usado durante a promoção do álbum e estampou também seu figurino. Mas isso não torna “Xtina” o alter ego do Stripped, pois a definição de alter ego não condiz com o significado de Xtina, e sim com significado de “Baby Jane” e “Madam X”.

xtina tatoo

Claro que nada impede que um álbum sem conceito tenha um alter ego (e isso pode acontecer no próximo álbum), mas apenas quero mostrar que não havia a necessidade do Lotus ter um. Se o Stripped, que foi super bem planejado e trabalhado, não chegou a ganhar um, por que o Lotus ganharia?

A falta de conceito trouxe também outra semelhança – o visual. Stripped e Lotus foram marcados por visuais que pareciam ser simplesmente “aquilo que deu vontade de usar”. Roupas despojadas, chapéus, bonés, jaquetas, muito jeans, blusas e calças rasgadas, acessórios e estampas incoerentes, cabelos multicoloridos, maquiagens que iam do básico ao exagerado e principalmente a falta de elegância e glamour. Claro que em algumas raras aparições destes dois álbuns, Christina acertou o visual aos olhos do mundo da moda. Mas em quase 100% das duas Eras, ela simplesmente usava o que tinha vontade e o que parecia mais confortável.

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Acho que a semelhança que mais me incomodou nos dois álbuns foi o desleixo com o corpo. Em 2002, Christina teve um considerável aumento de peso, se comparado ao corpo do álbum de estreia. Mas com o lançamento do Stripped, ainda parecia tudo sob controle. Foi em 2003 que Christina me espantou ao iniciar a Stripped Tour com um rosto e um corpo que eu jamais tinha visto. Esse efeito sanfona durou até início de 2005, quando ela encarnou de vez a “Miss Baby Jane”.

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Quero deixar claro que não tenho nenhum preconceito com o excesso de peso em si, mas sim com as consequências que isso traziam para ela como performer. Talvez por isso ela ganhava e perdia tão rápido durante a Stripped Tour, pois ela estava na ativa e precisava estar com seu condicionamento físico no mínimo razoável para poder ter fôlego no palco.

Fico aqui me perguntando o motivo desse desleixo todo só ter acontecido com álbuns que eram livres, sem conceito. A única resposta que eu encontro é que ela se sentia realmente ela mesma, com o Stripped e o Lotus, sem precisar de alter ego. Com liberdade para falar o que tinha vontade e usar o que tinha vontade, sem se preocupar com a coerência que o Back to Basics e o Bionic pediam. Ou talvez também possa ser consequência de depressão que ela pode ter vivido nestas fases da vida.

Os ensaios fotográficos também sofreram pela falta de conceito e a liberdade que os álbuns davam. Stripped e Lotus tiveram ensaios fotográficos com uma qualidade bem inferior aos ensaios do Back to Basics e Bionic. Christina parecia estar simplesmente se divertindo com aquelas fotos, sem grande preocupação. Claro, cada ensaio tendo um pouco do significado dos álbuns e mostrando a Christina de cada época.

ensaios

Outra importante semelhança são as faixas de abertura dos álbuns. Se você ouvir, cada uma delas, já vai se dar conta do que significa aquele álbum para a Christina. “Stripped Intro” e “Lotus Intro” apresentam ao mundo quem é cada uma daquelas Christina’s de décadas diferentes. “Stripped Intro” me faz sentir toda a rebeldia e vontade de finalmente mostrar quem é Christina Aguilera, sem papas na língua. Já “Lotus Intro” é uma faixa quase sagrada para mim, pois encaro como um mantra, que me leva à outra dimensão cada vez que ouço. A sonoridade e a voz da Christina, me fazem sentir a maneira espiritualizada e pacífica que ela estava lidando com as tribulações da vida. E isto acabou se confirmando naquela carta emocionante de 2013, que para mim, é uma extensão do Lotus.

Stripped e Lotus foram os únicos álbuns que foram lançados com um intervalo de dois anos, do álbum anterior. No caso do Stripped, dois anos após o Mi Reflejo e My Kind Of Christmas, e no caso do Lotus, dois anos após Bionic e a trilha de Burlesque. Isso se a gente não contar com a coletânea de 2008, até porque ela foi apenas um aperitivo do que Christina já estava preparando para o Bionic.

Não há como não deixar de comentar as semelhanças musicais que encontro nos dois álbuns. São faixas que parecem ter o mesmo objetivo, 10 anos depois. Stripped e Lotus, são álbuns que estão cheios de dor, superação, autoconfiança, coração partido e também liberdade para simplesmente se divertir.

“Army Of Me”, “Fighter”, “Sing For Me”, “Keep On Singing My Song”, “Blank Page”, “Walk Away”, “Best Of Me”, “Your Body”, “Dirrty”, “Get Mine, Get Yours”. Todas essas tem sentimentos bem semelhantes e de alguma forma se conectam, com diferentes produções, sendo resultado de uma década de distância. Parece Christina expondo sentimentos bem parecidos, uma década depois. Mas e por que então o Lotus é considerado tão desqualificado e o Stripped considerado o mais qualificado?

O principal motivo que vejo para isso acontecer é o tempo. Eles foram lançados em épocas diferentes. Em 2002, o mundo era outro e a indústria musical também. Christina estava com muito crédito quando lançou o Stripped, pois o álbum de estreia foi um fenômeno. Ela acabou se tornando polêmica e caindo fácil na boca de todo o mundo pela drástica mudança e som mais agressivo.

De 2007 pra cá, a música pop recebeu um bombardeio de novos cantores, que simplesmente dominaram a indústria sem pedir licença. Os veteranos acabaram com seu espaço reduzido e tendo que trabalhar muito para conseguir fazer algum barulho. E era exatamente isso o que Christina não queria com o Lotus – fazer barulho. A falta de empenho e compromisso com o álbum fez com que as pessoas não levassem Lotus a sério como levaram os álbuns anteriores. Até mesmo o Bionic, que sofreu o maior boicote da história, hoje é reconhecido como um álbum grandioso e muito bem produzido.

Então como Lotus não recebeu da Christina a mesma atenção que os anteriores, acabou sendo alvo fácil de críticas – ao contrário do Stripped, que marcou tanto e nos deu tantas alegrias, e assim acabamos não enxergando que até nos defeitos ele tem semelhanças com o Lotus.

Se o Lotus parece incoerente por ter faixas sem grandes significados e feitas apenas “para curtir”, o Stripped também nos presenteia com faixas assim (“Get Mine, Get Yours” e “Dirrty”). E não faz sentido aquela história de que a Christina nem iria colocar “Get Mine, Get Yours” no Stripped, porque se a música de fato não se encaixasse no álbum, ela não teria tido destaque também na turnê e no DVD. Claro que Dirrty teve a bela missão de chocar o mundo e mostrar quem era Christina, mas isso não tira o direito dela querer também ser sexy com o Lotus, já que ela estava se sentindo mais confiante do que nunca com o seu corpo e não tinha porquê esconder isso da nova geração.

Não posso deixar de comentar o episódio de plágio que envolveu o Stripped. A faixa “Make Over” foi acusada de plágio pelo grupo Sugababes. Christina perdeu na justiça e teve que colocar os compositores da música “Overload” como compositores de “Make Over”. A coisa foi tão séria que a faixa não pôde entrar para a setlist do DVD da turnê Stripped.

make over

O mais irônico nessa história é o fato de “Make Over” ter sido resultado da parceria da Linda Perry com a Christina. Linda produziu e dividiu a composição com Christina. Linda Perry é de longe a produtora mais queridinha dos fãs e é aquela que muitos apontam como a responsável pelos “dias de glória” que ela viveu no cenário musical. Não estou de forma alguma querendo desmerecer o trabalho brilhante que a Linda sempre fez com a Christina. Este episódio não teve força suficiente para tirar o brilho dessa dupla, que quando se junta é capaz de criar monstros.

Outra coisa que sempre me incomodou no Stripped, foi a falta de cuidado na transição de “The Voice Within” para “I’m OK”. O início de “I’m OK” toma o último segundo de “The Voice Within”. Sei que o Stripped conta uma história de forma coerente e organizada, e que se você ouvir continuamente, não vai perceber o que estou expondo. Acho que Stripped foi feito para se ouvir sem pausas e sem pular faixas, mas esse pequeno erro de finalização me incomoda justamente porque faixas sequenciais como “Primer Amor Interlude” e “Infatuation” não apresentam essa “invasão” de uma na outra.

Não estou aqui para detonar o Stripped, até porque eu o amo de paixão, mas é que eu não preciso falar dos defeitos do Lotus, porque eles são facilmente vistos e o meu objetivo aqui é mostrar o que é difícil ser visto.

Uma injustiça que vejo é a insatisfação por a Christina ter entrado na música eletrônica e não ter saído nem quando lançou o Lotus, um álbum cheio de dor. Acho que ela não é obrigada a fazer um álbum inteiro que te faça entrar em depressão e simplesmente fingir que seus momentos de alegrias não existem. Mesmo que você não curta música eletrônica, é injusto desprezar o álbum e acha-lo superficial, sem dar chance para as faixas mais profundas serem apreciadas.

Concordo que a produção do Lotus fica devendo se comparada com aos álbuns anteriores. Mas não vejo isso como algo 100% ruim. Eu sinto que essa falta de perfeccionismo nada mais é do que reflexo da fase conturbada que a Christina estava passando em sua vida pessoal. Lógico que eu iria ter muito mais alegria em dizer que os problemas pessoais não afetaram sua qualidade artística e que ela continuou perfeccionista com a sua arte, como vinha sendo. Mas ela é humana, e não conseguiu dividir as coisas.

Não falo do perfeccionismo vocal, pois no Stripped encontramos a falta desse perfeccionismo também. Quem conhece a história de “Beautiful” e “I’m OK” sabe do que estou falando. E é essa falta de perfeccionismo vocal que me fazem ver Stripped e Lotus como os álbuns mais crus, vulneráveis e verdadeiros da Christina. Consigo sentir mais facilmente a alma dela neles do que nos outros álbuns.

E por falar em vocais, preciso reforçar como sinto a alma da Christina no Stripped e no Lotus. Como ouvir “I’m OK” e não ser transportado para aqueles dias de tormento da infância? Como ouvir “Sing For Me” e não sentir o desabafo sobre ser a cantora que ela é? Como ouvir “Blank Page”, e não sentir a dor por não ter mais o Jordan ao lado dela? E por aí vai. Tantas outras músicas que me fazem ser levado para diferentes momentos de sua vida.

Christina é tão transparente com sua arte ao ponto de sabermos do que se trata cada música, mesmo que ela tente fugir da verdade em entrevistas. Talvez pelo fato daquilo ter doido tanto para ser escrito, por aquela ferida ainda estar aberta, que não há a necessidade de ser repetido o que os fãs já sabem desde a primeira vez que ouviram. Acho que a performance de “Blank Page” pode ajudar vocês a me entenderem. Por falar nessa performance, a sensação que tive depois de assisti-la junto ao discurso no final, foi como se Christina tivesse nos dizendo: “Eu não estou bem, mas ainda assim continuo com vocês!”.

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Por isso acho tão injusto atirar tantas pedras na Christina por ela simplesmente ter sido honesta, até em seus momentos de imperfeições e tribulações. Basta ouvir o que ela tem a dizer no Lotus. Ouvir e entender, assim como é feito com o Stripped.

Outra semelhança que estava escondida à primeira vista, era o tema “anti bullying” presente no Stripped e no Lotus. No Stripped, não preciso comentar qual é a faixa, mas no Lotus, a Christina teve que mostrar pra gente quando lançou o clipe de “Let There Be Love”. Assim que você ouve a música, você não dá importância, classifica como “farofa” e não consegue enxergar o que pode significar aquela letra. Talvez o preconceito por se tratar de uma faixa eletrônica, fizesse com que nós não levássemos a sério. Mas parece que a Christina enxerga o álbum de maneira diferente de nós e acabou nos dando uma lição com aquele clipe deliciosamente caseiro, mostrando que tudo depende da maneira que você encara.

Christina antes de ser artista, é mãe. E antes de ser mãe, ela é humana.

Ficar esperando sempre por perfeição é sem dúvidas o maior erro de todo fã. Os seres humanos são cheios de qualidades e defeitos, momentos bons e ruins em sua vida. Um artista não é diferente desta regra e acho que a magia da vida, é enxergar o lado bom até daqueles momentos que parecem ser tão longe do perfeito. Até porque perfeição não é para os seres humanos. E até aquilo que parecia tão perfeito, sempre esconde imperfeições. O importante mesmo é sabermos tirar o que há de bom em cada coisa.

Por isso Lotus para mim, com todas suas imperfeições, confirmou que Christina continua aquela artista verdadeira que eu me apaixonei, e me faz ter orgulho por saber quem é a mulher que está por trás de uma das vozes mais marcantes da história. Lotus cumpriu o seu papel e marcou a carreira da Christina como tinha de marcar, retratando sua vida naquele momento, que parecia bagunçada e incoerente aos olhos do público.

Entendo o grande reconhecimento de Stripped, sendo chamado até de “bíblia dos fighters”, mas acho que temos que ter cuidado com o uso desse termo, pois acaba virando moda dizer isso, e também nos aprisiona à um único álbum, vivendo eternamente do passado e sem desfrutar do presente. É como se todos os álbuns que a Christina lançar, nunca terão a chance de ser chamado de “bíblia” e sempre ficarão na sombra do Stripped.

O que temos que entender é que cada álbum irá marcar de maneiras diferentes, épocas da vida e carreira da Christina. Stripped foi um divisor de águas e merece o reconhecimento que tem. Mas a vida continua, Christina mudou, já superou ele e continua lançando “bíblias”. Cabe a gente enxergar e aceitar quem a Christina é hoje.

Não conseguir conectar-se com a Christina dos últimos anos é talvez reflexo desse aprisionamento que o Stripped causa, e que só acaba trazendo frustração. Acaba sendo também algo desleal agir como se a Christina do Lotus não fosse tão digna como a dos álbuns anteriores, pois fere tudo o que ela fala nas músicas e entrevistas da época, e também acaba desqualificando todos os fãs que ela ganhou na Era Lotus.

E por falar nisso, devo deixar registrado a minha sincera admiração para com aqueles que se tornaram fãs na Era Lotus. Porque se tornar fã em dias de glória, é muito fácil. Difícil mesmo é tornar-se fã em dias tenebrosos. Vocês são especiais.

Por essa e por outras, acho muito injusto dizer que Lotus foi lançado apenas para cumprir contrato, como se não tivesse o coração dela ali nas canções. Sim, ele foi lançado para cumprir contrato assim como todos os álbuns da Christina e de qualquer artista.

Respeito todos os tipos de artistas e acho que não podemos julgar quem é melhor ou pior. Creio que cada artista é do seu jeito e sempre haverá público para cada um deles. Mas eu particularmente me identifico com o tipo de artista que a Christina é, e fico aqui me perguntando por que é tão fácil cobrar, tanta perfeição dela e com essa mesma facilidade aplaudir e idolatrar artistas que não possuem 10% da honestidade que a Christina tem.

Artistas superficiais que só buscam o lucro infinito com suas músicas, mas que recebem títulos de “reis” e “rainhas” por simplesmente estarem expostos, no topo das paradas, fazendo turnê e lançando álbum todo ano. Concordo que tudo isso é delicioso para qualquer fã, mas passa a ser injusto quando recebe mais valor do que a essência do artista.

Por isso eu finalizo o editorial, pedindo apenas uma reflexão sobre tudo o que foi dito. Acho que não há uma verdade absoluta e sim pontos de vista diferentes. E espero que eu tenha conseguido transmitir com clareza o que penso sobre os temas abordados e principalmente sobre a Christina em si. Essa artista livre, que já se despiu ao mundo, voltou ao básico, viajou para o futuro e por último nos mostrou que sobreviveu diante de momentos tão difíceis da sua vida.

Sobre o novo álbum, eu aconselho vocês a superarem o passado e darem valor a quem Christina é hoje. Vejo uma outra Christina depois do divórcio e acho que ela vai fazer uma continuação do Lotus, neste novo álbum. Só que desta vez, com todo aquele acabamento criterioso que estávamos acostumados, pois ele irá refletir essa fase tão feliz e equilibrada que ela vive.

42 comentários

  1. Eu simplesmente tenho que aplaudir suas palavras 👏👏👏👏
    Foi incrível ver tantas perspetivas. Estou muito mais orgulhoso de ter me tornado fã na era Lotus

  2. Conheci a christina através de burlesque, e o primeiro cd que escutei inteiro dela foi lotus. Não tem como discordar das comparações dos 2 álbuns, mas meu apreço por lotus é maior que por stripped. não acho lotus tao bagunçado como dizem, pois vejo ele, como está escrito no editorial, como um album cheio de emoção, cada musica falando de um sentimento de forma diferente, como amor, decepção, superação e alegria, fazendo dele um cd único. Mas essa é minha opinião!

  3. Acho complicado comparar esses dois álbuns, pois como dito no texto, a maioria dos fãs acham o Stripped o melhor trabalho da Christina e o Lotus o pior, sendo eu um desses fãs.
    Por esse motivo, concordo com o texto escrito anteriormente pelo Ilove, acho o Lotus um álbum fraco acompanhado de uma era bagunçada, com performances em sua maioria ruins, o que me deixou com a impressão de que a Christina talvez não estivesse tão envolvida e não acreditava tanto no material como ela dizia nas entrevistas. Após ler o texto, a impressão com que fiquei é que os dois álbuns podem até possuir pequenas semelhanças, mas pra mim a maior semelhança é que Lotus tentou passar uma mensagem que a Christina já tinha passado anteriormente com o Stripped, como por exemplo Army of Me que “tentou” ser uma nova Fighter, porém sem sucesso, ou seja, na minha opinião, tudo o que foi feito no Lotus já havia sido executado com o Stripped e de forma mais organizada, planejada e melhor executada, o que fez do álbum o melhor da carreira dela e o mais amado pelos fãs.

    • Não poderia concordar mais com a Joyce.

      Eu considero um insulto comparar ambos os álbuns, ambas as eras, não há comparação, Stripped marcou época, fez a carreira da Xtina decolar, já o Lotus, bem…. A gente já sabe! A Xtina nunca se mostrou tão infeliz na divulgação dele, já o Stripped a gente já sabe, ela era honesta, no Lotus mentiu muito!!!

      O editorial do ilove deixou claro a realidade que o Lotus foi, e esse cria uma ilusão que foi mais do quele realmente é, só pelo gosto pessoal de quem escreveu.

      Me deixa triste ver que todos concordaram com o que o “ilove” escreveu e agora já concordam com esse editorial? Cadê o senso crítico?? Não é pq alguns conheceram a Xtina na época do Lotus que devem “fidelidade” ao mesmo.

      Enfim, quanto ao “acho que ela vai fazer uma continuação do Lotus, neste novo álbum”, espero que seja só achismo mesmo, porque ninguém merece ela continuar a bagunça que foi o álbum. E mesmo se tivesse sido maravilhoso, coisa que EU acho que não foi, cada álbum é cada álbum e ela tem que se renovar sempre. Porque vamos tirar o Lotus como exemplo, ela não quis recriar o Stripped com ele? E o que aconteceu? Nem quero imaginar se ela fizesse a continuação do Lotus…

      Enfim, chega de discutir o Lotus em taaaaaaaanto editorial né? Vamos dar espaço pro Just be Free. Hahaha

  4. Que grande amontoado de bobeira. É tão claro e óbvio que Christina teve que cumprir com as obrigações da gravadora. A Gravadora queria aproveitar a onda de sucesso de Moves Like Jagger e do The Voice e portanto nasceu um álbum feito às pressas, com o qual ela não teve o menor cuidado, atenção e esmero e o resultado foi um trabalho mal feito e mal produzido que pra sempre vai ficar marcado na carreira como uma mancha depois da trindade stripped-b2b-bionic. Pronto, simples assim. Admitir isso não torna ninguém menos fã. Sejam menas. Todas essas comparações fracas com o Stripped soaram como uma blasfêmia. Não é preciso ser grande entendedor de música pra notar a diferença gritante entre eles.

  5. Bravo! Aplausos. Alguém escreveu exatamente quem é Christina e a sua visão do mundo. Você captou a essência dela. Parabéns pela matéria e parabéns por deixarem publicar. Agora vou lá ouvir Lotus porque merece.

  6. Muito bom!! Meus parabéns.
    Lógico que nunca comparei ‘Stripped’ a ‘Lotus’ com pontos positivos e negativos, mas, expôs muito bem o que o penso também. Nunca critiquei o fato do “abandono” a Lotus, pois, entendia a fase da Christina, ela não estava bem para fazer uma super era, de grandes shows, de grandes performances,… O dia do Live de “Blank Page”, o fato dela cantar a música com a voz embargada, quase a ponto de chorar, nos mostrou, de fato, o que ela estava sentindo.
    Adorei o texto, meus parabéns Diego!

  7. Nossa, eu amei o texto. Foi tão sincero, não desmereceu nenhum dos trabalhos e eu me identifiquei com as opiniões apresentadas. Eu, particularmente, amo o Lotus, que tem duas das minhas canções favoritas da Xtina – “Blank Page” e “Just a Fool” -, não consigo ignorá-lo, fingir que entre os seus trabalhos o Lotus nem existiu; ele me marcou pessoalmente, assim como marcou a própria Christina. Parabéns, Diego!

  8. Concordo em tudo que vc disse.
    Assino em baixo
    Sempre defendo Lotus quando esses “fighters” querem desmerecer um álbum lindo feito modestamente, tem letras profundas e melodias lindas.
    O que cada fã tem que se lembrar é que se tratando de Christina Aguilera lança cada álbum é uma fase, estado, espirito e identidade diferente.
    Cada álbum tem sua proposta diferente.
    Eu classifico os albuns da Xtina assim:
    CA: Teen Pop, virgem, Paty
    Stripped: Cru, forte, sombrio e poderoso
    Back To Basic: Retrô, Passado, Pin-up, sexy sem ser vulgar
    Bionic: futurístico, Mecânico, Sexy, masoquista e atemporal
    Lotus: Claro,simples, bonito e inspirador

  9. Achei incrível. Me fez sentir vontade de escutar o álbum e me despertou para algumas coisas que eu também achava, mas não queria acreditar, como o live de Blank Page.

    Odeio editoriais curtos. Achei que este abordou com prioridade a polêmica discussão que esta comparação provoca.

    Parabéns e obrigado pelo texto. E por favor, façam um de Just Be Free.

  10. Poxa!! Muito legal o site dar espaço para opiniões diferentes e assim nos mostrar outras perspectivas sobre o mesmo assunto. Isso é muito saudável. Então…pensando bem, dadas as semelhanças citadas no editorial, talvez se a Christina fizesse com o Lotus igual ela fez com o Stripped (mil singles, mil clipes, performances coerentes, divulgação decente e turnê) talvez o Lotus fosse encarado mesmo como um stripped 2.0. Eu só nao entendo quando vcs dizem com tanta propriedade sobre os sentimentos da Christina na época e sobre tudo o que ela estava sentindo. É difícil dizer como ela realmente estava emocionalmente…ninguém aqui sabe. E aí ficamos justificando fatos em cima de coisas que ela supostamente estaria sentindo, mas na verdade não sabemos. Acho complicado dizer “ela estava sofrendo. Ela estava com depressão. Ela não estava mais aguentando” Até com a aquela síndrome doida já diagnosticaram ela hahaha…tipo, ela deve ter sofrido muito, claro…mas na época do lançamento do CD ela já estava divorciada há dois anos e de boas com o Matt. Lembro de muita gente aqui falando que ela estava aparentando muito feliz e simpática nas entrevistas e inclusive fazendo piadas dizendo que ela se tornou mais simpática desde que começou a engordar, e que era uma gordinha mais feliz. Acho que os momentos mais difíceis que ela viveu foram durante a composição das músicas, não na época do lançamento do CD….então não sei se essa coisa dos sentimentos influenciou muito….tudo bem que, cantando as músicas, ela deve ter lembrado de muita coisa…mas sei lá…acho que ela já tava de boa rsrsrs

    Parabéns pelo texto, Diego!

  11. 👏👏👏👏👏👏!
    Diego parabéns pelo texto! Parabéns por saber enxergar a grandiosidade do álbum e dar valor ao mais importante que é o coração da christina exposto no álbum com os mais variados sentimentos.
    Hj no face vi que após o seu texto algumas pessoas passaram a ver o álbum com um olhar positivo, esquecendo os erros de mixagem, a má divulgação e valorizando a honestidade e sinceridade que a Christina depositou no Lotus.
    E ao contrário do editorial do Ilove no aniversário do Lotus, o seu texto foi positivo não focou nos defeitos que são óbvios e sim nas qualidades e riquezas do álbum.
    Seu texto sim, deveria estar na edição de aniversário.

  12. Diego foi bem pessoal, profundo e preciso na sua análise ao álbum Lotus em relação ao álbum Stripped. Desde o início da divulgação do álbum em 2012, Lotus já fazia menção meio às escuras de que seria uma versão puxada a lá Stripped. Revelou mais uma vez um lado muito íntimo da Christina, deixou os fãs perceberem realmente o quão necessitada ela estava para falar a verdade sobre os acontecidos desde 2010 até o ano já citado. Ĺotus é um ótimo álbum, possui sim falhas de produção mas, devido aos agentes externos, mais uma vez, estes prejudicaram o que talvez poderia ser o grande retorno dela à midia.
    Diego, agradeço de coração pela resenha. Fechou com chave de ouro esse assunto Lotus, mostrando os seus extremos: o primeiro, explorado pelo ILove e agora o outro, visto depois da tempestade de areia e revelando que há realmente uma flor indestrutível depois da tormenta!!! (viajei demais agora hein?! rsrs)

    • Nossa!!! Tava com preguiça de ler, mas super valeu a pena ilove!!! É verdade temos que dar mais valor e não ficar preso ao passado. Conheço muita gente que só veio conhecer Christina através de “Your Body” aí foi dá uma pesquisada e descobriu que já a conhecia.

  13. Amores, vamos aprender a discordar sem chamar o que o outro escreveu de “bobeira”? Essa é a visão dele, é pra isso que serve um editorial. É um texto ditando a visão/opinião de alguém em uma plataforma qualquer. Eu sempre gostei de Lotus, e minha opinião sobre o mesmo é algo entre o “não-gostar” do iLove (ainda quero saber esse nome porque né, sou desses) e o “amar” do Diego. Nos dois textos encontrei coisas que concordo e discordo e, ao contrário de algumas pessoas, eu AMO estas divergências de opinião e parabenizo os criadores e participantes do site em realizar os editoriais. Eu particularmente acho que eles deveriam ser semanais, porque olha, eu atualizo este blog todos os dias do mês esperando o texto hahaha e eu tenho sugestões de temas também, caso queiram. Amei a escrita Diego, e isso mostra o quanto você aprecia o trabalho dela e gosta de escrever aqui também.

    Abraços e volte mais vezes!

  14. Simplesmente um editorial pra abrir os olhos do mundo pra essad duas obras primas ❤️ Aplaudindo com os pés e mãos 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

  15. Na minha opinião lotus é bem melhor que Bionic que com excessão de algumas músicas é um álbum bem fraco

    • Concordo ctg Robson. Acho Bionic ok, mas NMT nunca me convenceu, alguém sabe o que foi aquele clipe? Homenagem à Madonna? Até hj n entendi.

      • Com relação ao clipe, sim…é uma homenagem a madonna! Pelo menos na parte que ela fica com a lupa no olho. Ela até falou isso em uma entrevista em 2010…acho que foi naquela do On The Record. Depois dá uma olhada…

  16. Na minha visão é impossíbel fazer comparações entre esses dois albuns. Stripped marcou a vida da Christina, assim como marcou a minha. Em uma fase de crescimento e descobertas, encontrava refúgio nas letras desse disco. Concordo com o Robson, acho lotus melhor que bionic. Possui letras profundas, reais, aprisionados em um acabamento de péssima qualidade. Não vejo a essencia de Christina contida nele. Toda uma era conturbada, apresentações aquem do talento dela, fraca divulgação somado a uma péssima equipe ditaram a direção desse trabalho.

  17. Assim como alguns citaram aqui, encontrei coisas que concordei e coisas que discordei, mas que beleza essa divergência não é, afinal o q seria do amarelo se todos gostassem do azul? Ainda assim, sinto pela falta de respeito de alguns que, ao expor sua opinião, desmerecem o primoroso trabalho feito por diego ao escrever o texto, e criam comparações desnecessárias com o texto escrito pelo ilove, ou seja, cá estão alguns, assim como a mídia marrom e muitas fã bases de divas fazem, criando a separação de polos e incentivando rixas (lendo alguns comentários, e vcs saberão facilmente de quais falo, tenho a impressão de estar num fórum britney x christina) criando polêmicas desnecessárias, expor sua opnião é preciso, mas respeitar a dos outros, ah queridos fighters isso sim é importante, senão estaremos fazendo e replicando o que muitos de nós questionamos no mercado da musica atual.
    E termino com a seguinte sugestão:
    “Let there be love”… hehehehe

  18. ok, vi a notícia assim que foi postada, entrei e li o primeiro parágrafo… mas pensei pelo tema “vou deixar pra uma hora que esteja com mais tempo pra refletir direito”. é oq fiz agora, até coloquei lotus pra tocar aqui enquanto ia lendo.

    achei algumas semelhanças forçadas, como visual e fotos por ex. dá pra procurar algumas da era de stripped que destoam e muito de toda a era lotus. acho que tb tu focou nos baixos de cada um pra achar as semelhanças, enquanto na era stripped é cheia de coisas positivas. enquanto lotus…

    musicalmente tb acho que várias faixas são bem similares. sempre ouço todos álbuns da christina no spotify no random e sempre acaba caindo lá aquele “álbum” com a xtina comentando cada faixa de lotus (recomendo aliás, devia ter em todos). é visível e sai da boca dela a comparação com stripped, lembro tb até de em algumas entrevistas ela falando coisas como army of me ser fighter 2.0 e etc. tipo, tu falou na coluna e eu aplaudo e concordo, não vamos comparar com stripped! mas como se ela fez isso? venderam o álbum assim. e isso foi um tiro no pé.

    mas eu já enxergo isso de outra forma. depois de um álbum comercialmente flop, a gravadora a quis fazendo um álbum semelhante a qual? ao de maior sucesso dela. então foram emulando cada canção tentando fazer novos hinos…

    mas em stripped cada um ali fazia sentido e tinha um pq na menina, mas agora na mulher xtina depois de tantas coisas alguém vir e querer forçar ela a cantar algo? deu no que deu. nem clipe ela fez pra segunda música. não estou dizendo que ela não gosta das músicas, mas tb só lançou e não ligou um mínimo pro álbum por causa disso. sinto que ela tem conexão com algumas músicas, gostou de trabalhar com o blake e cee lo, mas é só.

    assim como tu enxerga a carta como extensão de lotus, já enxergo ela ter escolhido fazer exatamente say something após o lotus exatamente pra mostrar isso oq falei acima (terem “forçado” ela a gravar aquilo). ali era o tipo de música que ela queria ter feito no último álbum, o tom era diferente, o estilo de música, tudo mais calmo e agora sim, mais sofrido e se conectando de verdade ao que ela estava passando. mas sem pressão pra ser hit, trabalhar com tais pessoas, etc.

    já falei na coluna do mês passado, lotus pra mim tem boas músicas? sim. algumas que eu amo, army of me, JAF, blank page, let there be love aprendi a amar depois da carta – mas é um amontoado de prováveis hits, quase forçados pela gravadora, jogaram vários estilos do que tocava nas rádios e xtina cantando lá. pô, alex da kid, sia, max martin… alguns vão ficar com raiva, mas podem jogar 90% das músicas de lotus pra katy perry, britney, etc que fariam todo sentido tb. agora, tenta fazer isso com as músicas de stripped? MEU AMOOOORRR!! rs

    dito tudo isso, concordo demais com isso aqui:

    “Por isso Lotus para mim, com todas suas imperfeições, confirmou que Christina continua aquela artista verdadeira que eu me apaixonei, e me faz ter orgulho por saber quem é a mulher que está por trás de uma das vozes mais marcantes da história. Lotus cumpriu o seu papel e marcou a carreira da Christina como tinha de marcar, retratando sua vida naquele momento, que parecia bagunçada e incoerente aos olhos do público.”

    por isso eu tb gosto de lotus (meu terceiro favorito) e só não gosto da comparação com stripped rs

    adorei a coluna diego, estou bem mais inclinado a concordar com as críticas do ilove na do mês passado, mas é sempre ótimo ver opiniões diferentes.

  19. Parabéns pelo texto. Nunca vi por este caminho as comparações entre os álbuns. Não sei explicar mas o Lotus para mim é um presente pessoal. Nele posso chorar e limpar minha alma. Nele posso ser eu mesmo, nu e cru. Acredito que o Lotus veio para ser nosso porto seguro quando houver tribulações. Gratidão.

  20. Gostei do editorial, mas para Dezembro o editorial merecia ser uma retrospectiva 2015 e o que esperar de 2016. Afinal, 2016 teremos THE VOICE, e o ALBUM 6
    Ficou faltando ler mais sobre isso!!

  21. O pior é Bionic, com certeza! A produção pode ter sido melhor, mas comparem as letras: Bionic você ouve, ouve, depois enjoa…só salva “I am” “Little Dreamer” e das agitadas “Not myself Tonight”; o resto é bem descartável. Já Lotus é bem mais inspirador: “Sing for me”; “Light up the Sky”; “Empty Words”; “Army of me”, “Best of me”, “Let There be Love”; “Your Body”…muito mais a ver com Stripped e a própria Christina.

    Bionic = ouve muito, usa, usa, depois joga fora.

    Lotus = ouve pra sempre!

  22. Bom dia galera!
    Então discordo da parte em que foi escrito”dirrty só mais uma canção pra curtir”. Sim, ela é comercial, mas também é um marco. A faixa é a liberdade sexual de uma mulher em forma de som. São necessidades que uma mulher tem, undependente da idade, falo de forma fisiológica, de ter Sexo e diversão sem julgamentos.

    Há comparações entre Lotus e Stripped, pois o conceito-base é o mesmo: superação, aceitação. Porém Stripped é mais rebelde por conta da “imaturidade” de Christina na época. Já Lotus não foi criado para a nossa geração. O público alvo era os novos fãs, que começaram segui-la pós the voice. Tem uma pegada mais leve, apesar dos palavrões explícitos. É para uma nova geração. E convenhamos, o fracasso comercial se deve à imagem antipática que Christina sempre passou, talvez seja pelo fato de ela não ser a artista comercial e infelizmente ter que se dividir entre a indústria e a arte pela arte, afinal ela tem contratos a cumprir e sempre os cumpri da maneira mais Christina possível, diga-se de passagem.

    Li comentários de que Lotus é uma mentira, que ela o divulgou sem vontade. Amigos ela nem queria lançar Bionic quando ele ficou pronto e houve dezenas de performances, às vezes mal planejadas (estilar e etc), e nem por isso ela transpareceu isso.

    Agora queria comentar o que eu espero do novo álbum.

    Penso eu que ela ainda virá com uma pegada de Lotus, porém com mais técnica, pelo que venho reparado na Christina. Lotus é baseado na arte renascentista, a flexibilidade da yoga aplicada nos vocais. Eu vejo isso no próximo álbum, porém com muito mais técnica, respiratória e etc… algo mais desenvolvido. Acho que deu pra pegar a minha ideia né ?
    A decoração da casa dela mostra também essa vibe, aquele quadro renascentista-cômico me confirma essa linha de pensamento.

  23. Gente, só quero compartilhar as palavras de Christina para a Billboard sobre Lotus:
    “Este álbum é uma celebração do novo “eu”, e as flores de lótus representam o que eu estou vivendo. Elas são inquebráveis e resistem a condições climáticas diversas, e continua forte por muito tempo. Eu sempre quis escrever minhas próprias músicas, começando em Stripped, que me fez promover a força de inspirar as pessoas com a mensagem de meus álbuns. Isso quando eu tinha 21 anos, agora tenho 31 e eu tenho muito a dizer.”

    A comparação entre os dois, a meu ver, é totalmente cabível. Para os colegas que afirmam que Christina mentiu muito em Lotus, gostaria de dizer que não acho possível que alguém componha um álbum inteiro sobre mentiras, ainda mais quando esse álbum tem cancões tão “xtina”. É sério, consigo vê-la nas músicas. Não nego problemas de qualidade e produção. E Stripped também é meu album favorito, mas acho que até por esta razão que não consigo escutar Lotus sem identificar nele minha boa e velha Christina. O fato de um ter sido sucesso e o outro fracasso não me diz nada. Se a nova música não supera a anterior pra mim também não importa. Qualquer cantor vai viver a sombra daquele seu repertório de maior sucesso. Eu não estou nem aí para os aspectos comerciais. Eu quero saber se um album me toca ou não, se ele tem algo a me dizer, e se é a mesma voz. <3 #bigfãn

  24. “A principal reclamação sobre o Lotus é que ele é um álbum sem conceito definido.”

    Hum, não. A principal reclamação é que ele é um álbum recheado de músicas ruins e mal produzidas. Mas concordo com você, foi um reflexo da vida dela na época e eu também sinto a emoção de Blank Page.

  25. “Acho que não há uma verdade absoluta e sim pontos de vista diferentes”. Já diziam os historiadores. Vamos abrir nossas mentes e “embrace” (como diz a própria Xtina) todas as fases dessa brilhante cantora, seja em seus dias de glória ou em seus dias de baixa performance comercial. O Bionic que hoje tantos idolatram já foi visto como um mero álbum descartável lá em 2010… Parem e pensem.

  26. ARREBATADOR!!
    Eu li tantas verdades, que simplesmente fui impactato!!
    Fizeste uma ótima leitura da carreira e de como a Christina Aguilera se expoem em seus trabalhos. São laços de almas, vai além de ser mais um fã, vai além do que ela é capaz de fazer com a sua voz.

  27. Álbuns completamente diferentes.

    Você fez uma viagem imaginária em pensar que alguém em evolução vá tentar fazer uma releitura ou ter que parar tudo pra copiar ou se inspirar em algo de 10 anos passados.

    São sonoridades distintas. Letras também. Cada um tem sua essência e dá pra sentir que o Stripped é grandioso e inspirador. Inspira até hoje. Tanto quanto Back to

    Lotus é um bom álbum, de alguém que já está consolidada e quis mostrar que ainda sabe fazer músicas de qualidade e com potencial radiofônico. Mas sem pressa ou talvez sem vontade de divulgar , deixar que as pessoas apenas ouçam como em Bionic (que é incrível por sinal, anos luz do que muitos conseguem perceber)

  28. Eu conheci a Xtina ano passado, escutando o LOTUS. E talvez até um pouco antes ou durante isso, quando vi pela primeira vez, BURLESQUE.
    Me arrepiava com os vocais das músicas presentes na trilha do filme, mesmo sem perceber e ainda mais com as faixas do LOTUS.
    Conheci a história da Christina e ela me inspirou muito, por causa de seu pai abusivo e seu amor pela Música.
    Sou muito fã da Aguilera, e graças a emoção e sentimento que ela passou através de LOTUS, hoje eu me considero Fighter.
    Conheci seus álbuns, e percebi a graciosidade, humildade, honestidade e poder presentes nela. Não sou fã faz muito tempo, mas espero poder contribuir como fã para a minha maior inspiração artística até o resto da minha vida, pois o que Christina faz, nenhum outro poderá fazer também.

  29. Oi eu não connheci a christina, em nem uma dessas eras q vc disse eu a conheci na era Bionic e q na epoca não teve nem um distaque acho q foi por causa das comparaçoes a gaga mais emfim eu sou fã dela desda epoca bionic e me orgulho de ter sido um dos poucos na epoca ater dado o devido valor e atenção q album merecia fiz meu papel de fã e quem e fa dela de verdade e aqueles q registiram ao bionic q foi bonbadiado boicoitado e escuraçado se eu fosse cristina fazia uma nova era bionic por foi um album q merecia ter tido atenção tanto da artista tanto da gravadora eu odeia a RCA não e atoa q a vaca da brit ta lá agora ja tem algum tempo, a gravadora alem de ter platinado a brit pra não lançarem um album ao mesmo tempo estao ao favor da britvdeus me livre não sei quem ver algo de especial nessa perfomiçe

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