Entrevista | Christina na capa da WebMD, com tradução completa!

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A revista online WebMD divulgou sua nova edição, que traz Christina na capa, um artigo com nova entrevista e algumas fotos novas para uma sessão já antiga. Na matéria, há um apanhado geral da carreira de Christina e seus planos futuros, com um trechinho final que certamente vai agradar os fãs. Confira abaixo a tradução (desculpa desde já pelos erros de digitação!) e as páginas originais em inglês.

AULA DE VOZ Quanto a cantora Christina Aguilera libertou o gênio da garrafa, ela apresentou um som extraordinário ao mundo. Agora, ela é a voz de sua geração – e por bons motivos. Embaixadora do programa mundial contra a fome das Nações Unidas e mãe de dois filhos, ela nos conta porque crianças nunca deveriam passar fome. Ela também desabafa sobre violência doméstica e como uma música lhe deu a força que precisava.

A cantora/compositora de 35 anos de idade não usa seu talento enorme apenas para projetar letras ou treinar os esperançosos do The Voice, a competição da NBC que já coleciona Emmy’s. Ela também aquece suas cordas vocais para inspirar outros a seguir uma causa nobre, como tentar eliminar a fome no mundo. Como porta-voz do programa contra a fome das marcas Yum! e embaixadora contra a fome mundial pela ONU, Aguilera faz anúncios de serviços público, convida pessoas para se tornarem parte da solução – cada dólar doado alimenta 4 crianças em necessidade – e visita locais como Haiti, Equador e Ruanda para levar alimento a crianças e mulheres.

Viajar por essas áreas remotas de países em desenvolvimento pode ser devastador. Aguilera diz, “Especialmente em campos de refugiados, as histórias que você ouve são sobre fugas e crianças que foram deixadas para trás. Em alguns desses lugares, as mulheres têm diversos filhos e meio nenhum de alimentá-los. Eu vi casos em que elas tiveram que escolher qual deles passaria fome. Esse não é jeito para ninguém no mundo viver”.

Para a mãe de dois filhos – Max Bratman tem oito anos, Summer Rain tem um – ver mulheres e crianças com fome é difícil. “A nossa preocupação é que nossos filhos tenham boas oportunidades na escola, que eles encontrem suas paixões em viver, e que eles tenham ânimo e objetivos próprios. A nossa preocupação nunca é ‘como eu vou arranjar comida para a próxima refeição?'”, Aguilera conta.

Quase 800 milhões de pessoas batalham contra a fome diariamente. Muitas são crianças. Sem os nutrientes adequados, a criança é mais propensa a ter a saúde frágil e problemas de desenvolvimento no cérebro. “Ao se tornarem adultos, têm mais chance de ter diabetes e doenças cardíacas”, diz a Dra. Sarah Jane, médica do Hospital Infantil da Universidade Maçônica de Minnesota. O stress de passar fome pode levar ainda à ansiedade e depressão. “Existe até uma possibilidade de as pessoas com escassez de comida desenvolverem tendência ao suicídio”, ela diz.

Aguilera acredita que o problema da fome no mundo é um problema solucionável. O World Food Programme também. A meta é eliminá-la até 2030. “Já tiramos 200 milhões de pessoas da fome”, diz a diretora executiva do WFP. Ela conta que chegar a índice 0 é possível, mas precisa de mais auxílio para que isso ocorra (você pode participar em hungertohope.com).

A força da música

Aguilera também fala por meio de sua música, usando suas letras para tratar de assuntos sociais e ajudar pessoas a encontrarem força em si próprias. Em “I’m OK” e “Oh Mother”, ela fala sobre violência doméstica, um assunto que ela conhece em primeira mão. Aguilera é cheia de auto-confiança hoje, mas nem sempre foi assim. Ela enfrentou uma boa dose de tempos difíceis. Quando era criança, o pai de Aguilera abusava da mãe. Acontecia também em todos os lugares à sua volta, em casa de amigos da família e nas casas da comunidade onde eles viviam. Seu lar era algo instável e inseguro e a música se tornou seu escape. “Era minha saída, minha forma de desabafo”, ela diz. Era também a trilha para o empoderamento. “Acabou que o meu sonho se tornou sair daquela situação e não refazer os passos da minha mãe – de se casar com um homem, apostar que isso é a sua felicidade e tentar viver um conto-de-fadas”, ela diz. “Eu queria ser uma mulher mais forte e nunca depender de um homem para desenvolver minha própria força e confiança”.

Aos 12 anos, Aguilera já estava no caminho certo. Primeiro, ela conseguiu se destacar na competição Star Search. Depois, ela abocanhou um papel no Mickey Mouse Club da Disney. A própria Disney usou sua música “Reflection” para a animação Mulan, que foi quase universalmente adorada. Logo depois, ela assinou um contrato com a RCA. Aconteceu, então, que ela achou a indústria musical um desafio. Ela lutou para se sentir confortável consigo mesma, descobrir sua identidade e lutar para desenvolvê-la. Quando ela começou a ganhar as paradas, começou a ser confrontada com questões como sexismo e distinção de tratamento, comumente se vendo em um mar de homens mais velhos tentando tirar proveito dela atrás de portas fechadas. “É claro que tinha hora que era bem desconfortável estar em determinadas situações envolvendo homens mais velhos”, ela diz. “Você precisa aprender muito rápido sobre como impor seus limites e seus padrões”.

Essas experiências decepcionaram Aguilera, que diz não gostar de “dar licença e deixar que um homem decida o que devo vestir, como falar, ter uma opinião própria mas não muito, ser sexy sem ser muito sexy”. Mas, foi também nesses momentos, que ela descobriu a própria voz. No começo, Aguilera deixou a gravadora e o time de empresários liderarem. Seu primeiro álbum, Christina Aguilera, lançado em 1999, foi um reflexo das ideias deles, não dela – mas com sucessos como Genie in a Bottle e What a Girl Wants, o disco logo subiu para o topo da parada, fazendo dela uma estrela. Ela estava grata pelo sucesso, mas se sentia dividida. O pop-chiclete do primeiro álbum não era o que ela queria cantar. Ela estava doida para cantar músicas que refletissem sua personalidade, como a poderosa Beautiful. “Eu tive que fazer uma escolha: será que eu me afasto logo da música que a gravadora tinha pra mim ou escutava o que eles queriam que eu emulasse por ser extremamente popular? Ou vou contra tudo isso e faço um álbum que fala direto para mim?”

Ela preferiu essa última opção. Para o álbum seguinte, Stripped, ela mergulhou na música que falava com outro lado dela – o lado menos pop, mais ousado. Ela também mudou o visual, deixando para trás o tipo de boa garota em favor da provocante Xtina. Não importaria se o álbum venderia 1 ou 1 milhão de cópias, ela diz, porque estava gravando ele para ela. Dizer que deu certo é fazer pouco caso. Stripped não apenas lhe deu um Grammy como a catapultou para a fama global. Logo veio Back to Basics, que foi #1. Ela colecionou 5 Grammys, vendeu 43 milhões de álbuns e ajudou a lançar o The Voice. Aguilera credita esse sucesso à capacidade de ouvir seus instintos. “É sempre decidir entre lutar-ou-deixar-levar. Ou você se fortalece após uma situação muito difícil, ou vai desabar com ela”.

Aguilera lutou mais do que se deixou levar tanto na vida pessoal quanto na carreira. Enfrentar a infância turbulenta criou uma plataforma para combater a violência doméstica. Controntar os desafios da indústria musical a ajudou a se empoderar. “Você tem que aceitar a escuridão para transformá-la em luz”, ela diz. “Com a escuridão vem suas inseguranças, medos e alguns momentos difíceis, mas não tem problema chorar para enfrentar tudo isso”.

Abraçando suas paixões

Hoje, a vida de Aguilera é inegavelmente boa. Ela está pronta para lançar um álbum novo neste ano, e sua vida familiar é sólida como uma rocha. Ela mora com os filhos e com o noivo em Beverly Hills, na California. Diz que ela e Rutler mantêm um relacionamento seguro e estável, e tem orgulho de dizer que não está repetindo o ciclo que viveu na infância. Eles se divertem muito em família, ela conta, como em visitas mensais para a Disney (sim, mensais). Quando tem folga, gosta de montar seu Wii U ou navegar no Pinterest. Ela também tem momentos de “ser simplesmente um mãe, vestir uma roupa confortável e relaxar junto com a família”.

Aguilera e Rutler ainda não marcaram “Casamento” no calendário. “Vou ser honesta – a música é tão importante para mim que eu tenho muita coisa fervendo no meu caldeirão criativo. Estou muito empolgada”, ela diz, dizendo que está focada em terminar seu álbum antes. Assim, as celebrações de casamento vão ter que esperar. Se dedicar à música também ajuda a inspirar Max e Summer a perseguirem seus sonhos. “É importante mostrar para eles que mamãe têm suas paixões e trabalha muito por elas. Música é minha paixão. É por ela que me expresso”, ela diz. “Com sorte, também vai ajudar eles a se expressarem – e a usarem as próprias vozes”.

OS HÁBITOS SAUDÁVEIS DE CHRISTINA.

Massagem

“Uma boa massagem é tudo. Com o parceiro ou em um dia no spa, o toque é relaxante”.

Banho quente

“Eu amo uma banho quente na banheira no fim do dia – incluindo alguns óleos incríveis, eucalipto, sais de banho, espuma, tudo que fizer você se sentir mimada e deliciosa por um tempo”.

Yoga

“Yoga é um desestressante muito, muito importante pra mim. Também me ajuda a alinhar meu corpo, minha postura e a me manter conectada com tudo a meu redor”.

Acupuntura

Eu sugiro alguns tratamentos aqui e ali, para o bem-estar e equilíbrio. Alguns pontos de pressão do corpo ajudam a dormir melhor”.

Cardio

“Eu amo sair para caminhadas longas na minha vizinhança, que é bem montanhosa, então é um exercício e tanto”.

3 comentários

  1. Não conhecia essas fotos.

    E muitas coisas foram inéditas pra mim, como acupuntura e caminhada longa no bairro montanhoso.

    Amei, iLove!

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